Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
sábado, outubro 27, 2018
Arte de Rua em Lisboa
Veja a apresentação que se segue, que nos mostra alguns exemplo da Arte de Rua (ou Street Art) em Lisboa.
sexta-feira, outubro 26, 2018
Lisboa - O Que o Turista Deve Ver
Lisboa - O Que o Turista Deve Ver é um livro de Fernando Pessoa.
Sinopse:
Fernando Pessoa revela, neste livro de 1925, um texto que, ao contrário da maior parte dos seus inéditos, estava completo, dactilografado e pronto para ser publicado.Trata-se de um guia de Lisboa, o Universo fundamental de Pessoa a que chama o seu «lar», escrito em inglês, propositadamente turístico, despojado de retórica, onde se percorre todo o património importante da cidade, seja ele arquitectónico, intelectual ou de puro lazer.
Este guia de Lisboa que Fernando Pessoa nos deixou, é uma carta de amor à sua cidade.
Sinopse:
Fernando Pessoa revela, neste livro de 1925, um texto que, ao contrário da maior parte dos seus inéditos, estava completo, dactilografado e pronto para ser publicado.Trata-se de um guia de Lisboa, o Universo fundamental de Pessoa a que chama o seu «lar», escrito em inglês, propositadamente turístico, despojado de retórica, onde se percorre todo o património importante da cidade, seja ele arquitectónico, intelectual ou de puro lazer.
Este guia de Lisboa que Fernando Pessoa nos deixou, é uma carta de amor à sua cidade.
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
escritores,
Leitura,
Lisboa,
Literatura,
Livro,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Turismo,
Viagens
quinta-feira, outubro 18, 2018
O Palacete do Visconde de Sacavém
O Palacete do Visconde de Sacavém situa-se entre grandes embaixadas na Lapa (Rua do Sacramento à Lapa).Foi construído nos finais do século XIX como residência nobre, e as suas janelas neo-manuelinas estão cobertas de azulejos e de peças de cerâmica. Meio barroca, meio Arte Nova, é uma decoração simbólica do final do período romântico.

O Palacete do Visconde de Sacavém, um exemplar do romantismo tardio, foi mandado construir pelo Visconde de Sacavém, entre 1897 e 1900, tem projecto do arquiteto H. Faria Blanc e apresenta uma decoração cerâmica naturalista e revivalista.
Marcadores:
Arquitectura,
Arte,
Cidades,
Cultura,
Geonautas,
Geopasseios,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Turismo,
Viagens
sábado, outubro 13, 2018
Rua das Cruzes da Sé
Rua das Cruzes da Sé, 13-15, em Lisboa.
Esta fachada ao lado da Sé está coberta de azulejos criados em 1918. Trata-se de uma antiga fábrica que produzia balanças, e por isso os painéis são alusivos ao ofício.
Esta fachada ao lado da Sé está coberta de azulejos criados em 1918. Trata-se de uma antiga fábrica que produzia balanças, e por isso os painéis são alusivos ao ofício.
Marcadores:
Arquitectura,
Arte,
Cidades,
Cultura,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade
quarta-feira, outubro 10, 2018
No Campo de Santa Clara...
No Campo de Santa Clara (124 -126) existe um prédio com aquela que é provavelmente a mais bela fachada de azulejos em Lisboa. Encontra-se perto do Panteão Nacional onde se realiza a Feira da Ladra, e data de 1860. Criada ao gosto romântico da época, de inspiração barroca, usa o azul, o amarelo e o branco para representar bustos e molduras imitando mármore.
Marcadores:
Arquitectura,
Arte,
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Turismo,
Viagens
terça-feira, outubro 02, 2018
A Casa do Ferreira das Tabuletas
A Casa do Ferreira das Tabuletas é o edifício de azulejos mais fotografado da cidade de Lisboa, pois encontra-se mesmo no centro, no Chiado.Data de 1864 e é completamente forrado com azulejos amarelos e laranja, retratando imagens mitológicas que representam a Terra, a Água, a Ciência, a Agricultura, o Comércio e a Indústria. No topo vê-se uma estrela com o olho da Providência.
Mandada edificar nos terrenos do extinto Convento da Santíssima Trindade, por Manuel Moreira Garcia, capitalista galego de fortes convicções maçónicas, a Casa do Ferreira das Tabuletas é um edifício, de feição pombalina, com a fachada dividida em três panos e quatro registos, que apresenta um revestimento azulejar da autoria do pintor e azulejador Luís António Ferreira, mais conhecido por Ferreira das Tabuletas, daí o nome da casa.
Marcadores:
Arquitectura,
Arte,
Cidades,
Cultura,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Turismo,
Viagens
segunda-feira, julho 23, 2018
O Carro Elétrico: Os Primeiros 100 Anos
Os Primeiros 100 anos dos elétricos de Lisboa é um vídeo da Câmara Municipal de Lisboa que mostra a evolução dos transportes na cidade de Lisboa.
Não perca. Vale bem a pena!
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Tecnologias,
Transportes
quinta-feira, abril 05, 2018
A Meia-unha
A Meia-unha (mão de vaca com grão) é um prato da tradicional gastronomia lisboeta, pois, era muito popular nas antigas tabernas de Lisboa.A designação "Meia-unha" deve-se ao facto de ser servida metade da mão de vaca em cada dose.
Se não sabe como fazer este prato aqui lhe deixo uma Receita:
Ingredientes:
1 mão de vaca (arranjada e aberta ao alto)
1 chouriço de carne
2 cebolas grandes
4 dentes de alho
2 cenouras
2 folhas louro
500 gr grão de bico seco
azeite
salsa
3 ou 4 tomates maduros
1 dl vinho branco
sal
malaguetas ou piripiri
Preparação:
Deixa-se o grão a demolhar em água, de véspera. Coze-se o grão e guarda-se a água da cozedura.
Coze-se a mão de vaca, em água e sal, de preferência na panela de pressão, durante uma hora. Retiram-se os ossos, partem-se as partes moles em pedaços e reserva-se, bem como algum caldo da cozedura.Refogam-se as cebolas e alhos picados em azeite juntam-se os tomates cortados em cubos. Adicionam-se as cenouras e o chouriço cortados às rodelas , as malaguetas e o louro.
Deixa-se apurar e junta-se a mão de vaca, rega-se com o vinho branco e um pouco do caldo de cozer o grão e do caldo da mão de vaca.
Retificam-se os temperos e serve-se simples ou acompanhado de arroz branco.
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
Gastronomia,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Património,
Portugal
quarta-feira, fevereiro 07, 2018
A Minha Profissão
O dia desde o início me pedia
do corpo e da alma física: a matéria
imortalmente morta enquanto viva
talvez fosse o que me fazia crer
no desconcerto incrível dos meus dias
e um deles viria
fundar a profissão desconhecida:
o que fiz foi apenas aprender
a língua rude que ninguém ensina
a quem escuta nem mesmo sempre entende
ou só entende como dia visto
ao sol negro dos seus próprios sentidos.
Gastão Cruz - JL - Nº 1235 - de 31/01/18 a 13/2/18
do corpo e da alma física: a matéria
imortalmente morta enquanto viva
talvez fosse o que me fazia crer
no desconcerto incrível dos meus dias
e um deles viria
fundar a profissão desconhecida:
o que fiz foi apenas aprender
a língua rude que ninguém ensina
a quem escuta nem mesmo sempre entende
ou só entende como dia visto
ao sol negro dos seus próprios sentidos.
Gastão Cruz - JL - Nº 1235 - de 31/01/18 a 13/2/18
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
escritores,
Lisboa,
Literatura,
Lumiar,
Lusofonia,
Países,
Poesia,
Portugal,
Sociedade
quarta-feira, dezembro 13, 2017
Visita Guiada aos Presépios
Nesta época natalícia proponho-lhe que assista a mais um episódio do programa televisivo Visita Guiada.
Este episódio permite-nos conhecer os Presépios (entre eles o da Basílica da Estrela), de Lisboa.
Com mais de 400 figuras, o Presépio da Basílica da Estrela é considerado por muitos o melhor presépio português. Contudo, o seu autor, Machado de Castro, o maior escultor português do séc. XVIII, não teria gostado de ficar célebre pelos seus presépios!
O historiador de arte Alexandre Pais conduz-nos pelas histórias surpreendentes dos presépios portugueses, do da Basílica da Estrela ao da Madre de Deus.
Sabia que os nossos presépios são anteriores aos napolitanos que têm fama mundial ?
Este episódio permite-nos conhecer os Presépios (entre eles o da Basílica da Estrela), de Lisboa.
Com mais de 400 figuras, o Presépio da Basílica da Estrela é considerado por muitos o melhor presépio português. Contudo, o seu autor, Machado de Castro, o maior escultor português do séc. XVIII, não teria gostado de ficar célebre pelos seus presépios!
O historiador de arte Alexandre Pais conduz-nos pelas histórias surpreendentes dos presépios portugueses, do da Basílica da Estrela ao da Madre de Deus.
Sabia que os nossos presépios são anteriores aos napolitanos que têm fama mundial ?
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
Entretenimento,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Natal,
Países,
Património,
Portugal,
Televisão
quinta-feira, dezembro 07, 2017
Visita Guiada: Museu Nacional de Arte Antiga
Assista a mais um episódio do programa televisivo Visita Guiada.
Desta vez a visita é ao Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Pela mão do historiador de arte Anísio Franco, ficamos a saber que a Cruz de D. Sancho I prova como os primeiros Reis de Portugal, ao contrário do que durante séculos foi veiculado, foram homens sofisticados e elegantes. Apesar das vicissitudes incríveis por que passou, a Cruz de D. Sancho I atravessou 800 anos (quase) incólume. E é testemunho da invenção da cruz como o principal ícone cristão.
Ora veja. Não perca mais este episódio.
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
Entretenimento,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Televisão,
Turismo,
Viagens
segunda-feira, novembro 20, 2017
Os Biombos Namban: Visita Guiada
Proponho-lhe que assista a mais um episódio do programa televisivo Visita Guiada desta feita aos Biombos Nanban (Japão), no Museu Nacional de Arte Antiga , em Lisboa.
A chegada de portugueses ao Japão no século XVI está na origem dos biombos nanban.
Como se de banda desenhada se tratasse, os Biombos Nanban, do Museu Nacional de Arte Antiga, contam-nos o que é que os japoneses viam quando olhavam os comerciantes e missionários portugueses que faziam a ligação entre Macau e Nagasáqui.
Uma visita deliciosa guiada pelas historiadoras de arte Maria da Conceição Borges de Sousa e Alexandra Curvelo.
A chegada de portugueses ao Japão no século XVI está na origem dos biombos nanban.
Como se de banda desenhada se tratasse, os Biombos Nanban, do Museu Nacional de Arte Antiga, contam-nos o que é que os japoneses viam quando olhavam os comerciantes e missionários portugueses que faziam a ligação entre Macau e Nagasáqui.
Uma visita deliciosa guiada pelas historiadoras de arte Maria da Conceição Borges de Sousa e Alexandra Curvelo.
terça-feira, outubro 10, 2017
A mulher lisboeta
Proponho-lhe que leia mais uma crónica de Ruth Manus, publicada no Observador:
"A mulher lisboeta caminha com passos de certeza. Não acelera demais, como fazem as parisienses, não esbarra nos outros, como fazem as madrileñas, não pisa fundo demais, como fazem as berlinenses.
Quando vim morar em Lisboa, há dois anos, eu já namorava um lisboeta, mas percebi que não conhecia nenhuma mulher lisboeta de perto. Dias antes de me mudar, tentava formar um perfil na minha cabeça, misturava a imagem das mulheres que tinha visto caminhar na Avenida da Liberdade quando vim passar férias, com a fama da mulher portuguesa, de ser rígida e trabalhadora. Não conseguia visualizar bem quem seriam essas mulheres e perguntava-me se saberia me relacionar com elas, bem como se seríamos amigas ao invés de sermos adversárias.
O tempo começou a me dar respostas. A mulher lisboeta não cabe num padrão óbvio, muito menos nos velhos clichês sobre a mulher portuguesa- bruta demais, dura demais. Muitas vezes a mulher lisboeta lembra a mulher paulistana, que também não se encaixa no velho clichê sobre a mulher brasileira- sensual demais, vazia demais. Essa semelhança foi uma boa surpresa. São mulheres urbanas, sólidas e donas de si mesmas.
A mulher lisboeta dirige a própria vida. É uma mulher que estuda, trabalha e faz planos sem esperar que ninguém os faça por ela. Ela pode ter mais ou menos apoio, mas nada- nem muito suporte, nem pouco suporte- faz com que ela tenha menos coragem de seguir em frente.
A mulher lisboeta se veste bem. Ninguém sabe usar botas melhor do que elas. Ninguém sabe usar tons de castanho melhor do que elas. Sigo observando-as nas ruas, tentando aprender como um casaco cinzento e uma calça preta pode ganhar tanta graça quando bem escolhidos. Não precisam de muita maquiagem, não precisam de peças caríssimas, não precisam de salto fino. Não precisam de muito porque elas simplesmente sabem o que fazer.
A mulher lisboeta caminha com passos de certeza. Não acelera demais, como fazem as parisienses, não esbarra nos outros, como fazem as madrileñas, não pisa fundo demais, como fazem as berlinenses. Ela caminha, às vezes apressada no Saldanha, às vezes calma no Chiado, mas sempre com o ar de quem sabe aonde está indo. Você pode não saber, mas ela sempre sabe aonde vai.
A mulher lisboeta não pede licença para ocupar o espaço ao qual tem direito, seja na família, no trabalho, na universidade ou nas ruas. Ela tem consciência de que o mundo é machista e decide diariamente não se intimidar com isso. Ela segue em frente e vai derrubando as barreiras com sua capacidade e sua postura que, sim, às vezes é agressiva porque precisa ser. Num mundo que ainda é dos homens, ser doce nem sempre funciona.
A mulher lisboeta sabe esbravejar quando é necessário. Talvez seja isso o que mais falta nas brasileiras. Mas a mulher lisboeta também sabe sorrir. Sorri de forma tímida, não sei bem o porquê, mas sorri. A mulher lisboeta é divertida e sólida ao mesmo tempo. É forte, tem charme e sempre segue em frente.
A mulher lisboeta é grande, mesmo quando é pequena. Não vive de mesquinharias, não compra os rótulos burros que tentam lhes vender, inclusive sobre nós brasileiras. Isso ficou no passado. A mulher lisboeta não se sente ameaçada porque sabe quem é. Ela sorri seu sorriso riso curto e estende a mão de forma discreta. Mas sorri e estende a mão, é o que importa.
Não sei se as mulheres do Porto são como as de Lisboa. Nem se as de Coimbra, de Braga, de Évora, de Faro, de Funchal, de Viseu e de Santarém o são. Espero que sim, cada uma com suas nuances e sua identidade. Mas todas mulheres fortes, movendo o mundo. É bom poder contar com vocês".
Ruth Manus - Observador (04/02/17)
"A mulher lisboeta caminha com passos de certeza. Não acelera demais, como fazem as parisienses, não esbarra nos outros, como fazem as madrileñas, não pisa fundo demais, como fazem as berlinenses.
Quando vim morar em Lisboa, há dois anos, eu já namorava um lisboeta, mas percebi que não conhecia nenhuma mulher lisboeta de perto. Dias antes de me mudar, tentava formar um perfil na minha cabeça, misturava a imagem das mulheres que tinha visto caminhar na Avenida da Liberdade quando vim passar férias, com a fama da mulher portuguesa, de ser rígida e trabalhadora. Não conseguia visualizar bem quem seriam essas mulheres e perguntava-me se saberia me relacionar com elas, bem como se seríamos amigas ao invés de sermos adversárias.
O tempo começou a me dar respostas. A mulher lisboeta não cabe num padrão óbvio, muito menos nos velhos clichês sobre a mulher portuguesa- bruta demais, dura demais. Muitas vezes a mulher lisboeta lembra a mulher paulistana, que também não se encaixa no velho clichê sobre a mulher brasileira- sensual demais, vazia demais. Essa semelhança foi uma boa surpresa. São mulheres urbanas, sólidas e donas de si mesmas.A mulher lisboeta dirige a própria vida. É uma mulher que estuda, trabalha e faz planos sem esperar que ninguém os faça por ela. Ela pode ter mais ou menos apoio, mas nada- nem muito suporte, nem pouco suporte- faz com que ela tenha menos coragem de seguir em frente.
A mulher lisboeta se veste bem. Ninguém sabe usar botas melhor do que elas. Ninguém sabe usar tons de castanho melhor do que elas. Sigo observando-as nas ruas, tentando aprender como um casaco cinzento e uma calça preta pode ganhar tanta graça quando bem escolhidos. Não precisam de muita maquiagem, não precisam de peças caríssimas, não precisam de salto fino. Não precisam de muito porque elas simplesmente sabem o que fazer.
A mulher lisboeta caminha com passos de certeza. Não acelera demais, como fazem as parisienses, não esbarra nos outros, como fazem as madrileñas, não pisa fundo demais, como fazem as berlinenses. Ela caminha, às vezes apressada no Saldanha, às vezes calma no Chiado, mas sempre com o ar de quem sabe aonde está indo. Você pode não saber, mas ela sempre sabe aonde vai.A mulher lisboeta não pede licença para ocupar o espaço ao qual tem direito, seja na família, no trabalho, na universidade ou nas ruas. Ela tem consciência de que o mundo é machista e decide diariamente não se intimidar com isso. Ela segue em frente e vai derrubando as barreiras com sua capacidade e sua postura que, sim, às vezes é agressiva porque precisa ser. Num mundo que ainda é dos homens, ser doce nem sempre funciona.
A mulher lisboeta sabe esbravejar quando é necessário. Talvez seja isso o que mais falta nas brasileiras. Mas a mulher lisboeta também sabe sorrir. Sorri de forma tímida, não sei bem o porquê, mas sorri. A mulher lisboeta é divertida e sólida ao mesmo tempo. É forte, tem charme e sempre segue em frente.
A mulher lisboeta é grande, mesmo quando é pequena. Não vive de mesquinharias, não compra os rótulos burros que tentam lhes vender, inclusive sobre nós brasileiras. Isso ficou no passado. A mulher lisboeta não se sente ameaçada porque sabe quem é. Ela sorri seu sorriso riso curto e estende a mão de forma discreta. Mas sorri e estende a mão, é o que importa.
Não sei se as mulheres do Porto são como as de Lisboa. Nem se as de Coimbra, de Braga, de Évora, de Faro, de Funchal, de Viseu e de Santarém o são. Espero que sim, cada uma com suas nuances e sua identidade. Mas todas mulheres fortes, movendo o mundo. É bom poder contar com vocês".
Ruth Manus - Observador (04/02/17)
segunda-feira, outubro 09, 2017
As Saloias
![]() |
| Saloias - Silva Porto |
Quem me dera em Lisboa
Á porta de uma taberna,
P´ra ver passar a saloia
Com saia a meia perna.
Sou saloia, trago botas,
E também trago mantéu,
Também trago carapuça
Debaixo do meu chapéu.Sou saloia, trago botas,
Também trago o meu mantéu:
Também tiro a carapuça
A quem me tira o chapéu
Também vendo requeijão,
Também falo ao meu amor,
Quando tenho ocasião.
Ó saloia, dá-me um beijo,
Que eu te darei um vintém,
Os beijos de uma saloia
São caros, mas sabem bem.
Luís Chaves - Lisboa nas auras do povo e da história - Ensaios Etnográficos, CML,1961
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
Entretenimento,
escritores,
Lisboa,
Literatura,
Lusofonia,
Países,
Poesia,
Portugal,
Sociedade
domingo, outubro 08, 2017
Aldeia da Roupa Branca
A Aldeia da Roupa Branca foi o filme de Chianca de Garcia (de 1938) que projetou a atriz e cantora portuguesa Beatriz Costa para o estrelato.
Chianca de Garcia contou com as participações de José Gomes Ferreira e de Ramada Curto no argumento, a de Aquilino Mendes na fotografia e Miguel Vieira de Sousa na montagem,
O filme retrata a típica Região Saloia (nos arredores de Lisboa) e os seus habitantes - os saloios, cuja actividade principal consistia ou no cultivo da hortaliça ou no lavar da roupa dos lisboetas, os "Alfacinhas".

Este filme é um exemplo do cinema português na sua era dourada, que se estendeu dos anos trinta aos anos cinquenta, sobretudo ao nível da comédia de costumes, em que se integra esta divertida história de duas famílias saloias.
A vida, o quotidiano, os costumes pitorescos, as zangas, as rivalidades e as paixões da pequena comunidade saloia da periferia de Lisboa, que se encarregava da lavagem da roupa no rio, são o pano de fundo deste filme.
Sinopse:
Duas famílias, a do tio Jacinto e a sua afilhada Gracinda, e da viúva Quitéria e o seu filho Luís, mantêm entre si uma viva e feroz concorrência no negócio da roupa branca, que os leva a alguns extremos. Tudo se irá, porém, resolver da melhor forma com o aparecimento de uma camioneta comprada em Lisboa, o que vai inaugurar uma nova era no trabalho da lavagem de roupa dos "alfachinhas"
Se não conhece o filme veja em baixo a Aldeia da Roupa Branca, passado na RTP MEMÓRIA.
Chianca de Garcia contou com as participações de José Gomes Ferreira e de Ramada Curto no argumento, a de Aquilino Mendes na fotografia e Miguel Vieira de Sousa na montagem,
O filme retrata a típica Região Saloia (nos arredores de Lisboa) e os seus habitantes - os saloios, cuja actividade principal consistia ou no cultivo da hortaliça ou no lavar da roupa dos lisboetas, os "Alfacinhas".

Este filme é um exemplo do cinema português na sua era dourada, que se estendeu dos anos trinta aos anos cinquenta, sobretudo ao nível da comédia de costumes, em que se integra esta divertida história de duas famílias saloias.
A vida, o quotidiano, os costumes pitorescos, as zangas, as rivalidades e as paixões da pequena comunidade saloia da periferia de Lisboa, que se encarregava da lavagem da roupa no rio, são o pano de fundo deste filme.
Sinopse:
Duas famílias, a do tio Jacinto e a sua afilhada Gracinda, e da viúva Quitéria e o seu filho Luís, mantêm entre si uma viva e feroz concorrência no negócio da roupa branca, que os leva a alguns extremos. Tudo se irá, porém, resolver da melhor forma com o aparecimento de uma camioneta comprada em Lisboa, o que vai inaugurar uma nova era no trabalho da lavagem de roupa dos "alfachinhas"Se não conhece o filme veja em baixo a Aldeia da Roupa Branca, passado na RTP MEMÓRIA.
Marcadores:
Actores,
Cidades,
Cinema,
Cultura,
Curiosidades,
Entretenimento,
escritores,
Lisboa,
Países,
Portugal,
Sociedade
sábado, outubro 07, 2017
A Região Saloia
![]() |
| Aldeia da Mata Pequena (Mafra) |
Estendia-se a norte e ao longo da faixa litoral a oeste de Lisboa. Ia desde Mafra e Loures, passando pelos concelhos de Sintra e Oeiras e chegando mesmo às Portas de Benfica - onde em tempos recuados se procedia à pesagem dos produtos que entravam na capital.
Á medida que a cidade e a população de Lisboa foram crescendo, verificou-se a suburbanização: As propriedades agrícolas dos arredores foram sendo vendidas e as velhas hortas deram lugar a grandes urbanizações que alteraram a paisagem e os costumes, desta vasta região.
As frutas e os produtos hortícolas que abasteciam os mercados de Lisboa eram produzidos nestas zonas agrícolas que envolviam a capital, e que constituíam a conhecida Região Saloia.As mulheres dos agricultores ganhavam mais algum dinheiro como lavadeiras das famílias abastadas de Lisboa. Desses tempos, quando muitas aldeias dos arredores de capital se enchiam de peças de roupa a secar ao sol, ficou o termo Aldeia da Roupa Branca que se tornou título de um filme de Chianca de Garcia dos anos 30 do século XX.

Na Região Saloia destacavam-se: a beleza da paisagem, as feiras, o património construído (casas, moinhos, etc), os usos e costumes saloios e os tipos populares como a vendedora de queijos o carroceiro e a lavadeira.
Especial destaque para figura da Lavadeira, que, pelo facto de se deslocar á capital com frequência, viria tornar-se a mais emblemática figura da região saloia.
Assista agora à apresentação do Rancho Folclórico das Lavadeiras da Ribeira da Lage no Fandango Saloio.
Não perca. Vale bem a pena.
Marcadores:
Arquitectura,
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
Entretenimento,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Património,
Portugal,
Sociedade
terça-feira, setembro 26, 2017
Lisboa: O Mundo Segundo os Brasileiros
Conheça a cidade de Lisboa, em Portugal, através da série televisiva O Mundo Segundo os Brasileiros .
O Mundo Segundo os Brasileiros é um programa de TV focado em viagens, criado pela Eyeworks em parceria com a Rede Bandeirantes do Brasil.
Baseada no original espanhol Españoles en el mundo, a série leva o telespectador a percorrer alguns dos principais roteiros turísticos do mundo, lugares bastante conhecidos ou pouco explorados, porém repletos de descobertas e contrastes.
O programa, que é exibido na sua versão brasileira desde 2011, já visitou mais de cem lugares diferentes em mais de setenta países, apresentando detalhes de arquitetura, culinária, história, cultura e vida noturna, tendo como "guias turísticos" brasileiros que moram nesses países e conhecem os lugares e as experiências mais interessantes de cada cidade ou região visitadas.
Da África, à Ásia, passando pela Oceania, pela Europa e pelas Américas, conheça cada um destes destinos a partir de um novo olhar, narrado por personagens reais em tom documental e quase autobiográfico.
Hoje proponho-lhe esta visita guiada à cidade de Lisboa. Ora veja!
O Mundo Segundo os Brasileiros é um programa de TV focado em viagens, criado pela Eyeworks em parceria com a Rede Bandeirantes do Brasil.
Baseada no original espanhol Españoles en el mundo, a série leva o telespectador a percorrer alguns dos principais roteiros turísticos do mundo, lugares bastante conhecidos ou pouco explorados, porém repletos de descobertas e contrastes.
O programa, que é exibido na sua versão brasileira desde 2011, já visitou mais de cem lugares diferentes em mais de setenta países, apresentando detalhes de arquitetura, culinária, história, cultura e vida noturna, tendo como "guias turísticos" brasileiros que moram nesses países e conhecem os lugares e as experiências mais interessantes de cada cidade ou região visitadas.Da África, à Ásia, passando pela Oceania, pela Europa e pelas Américas, conheça cada um destes destinos a partir de um novo olhar, narrado por personagens reais em tom documental e quase autobiográfico.
Hoje proponho-lhe esta visita guiada à cidade de Lisboa. Ora veja!
Marcadores:
Brasil,
Cidades,
Cultura,
Curiosidades,
Geografia,
Geonautas,
Geopasseios,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal,
Sociedade,
Televisão,
Turismo,
Viagens
sábado, setembro 16, 2017
Lisboa no tempo dos romanos
Há muitos séculos atrás, Lisboa era conhecida por Olisipo e dominada pelos romanos.
Descubra como era esta fantástica cidade, graças a imagens 3D, para isso, basta clicar aqui ou ver o trailer "Fundeadouro Romano em Olisipo".
Descubra como era esta fantástica cidade, graças a imagens 3D, para isso, basta clicar aqui ou ver o trailer "Fundeadouro Romano em Olisipo".
Marcadores:
Cidades,
Cultura,
Geografia,
Geonautas,
Geopasseios,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Países,
Portugal
quarta-feira, julho 26, 2017
Janelas Com Tabuínhas
No Beco de São Miguel (Mouraria), mesmo ao lado da Igreja de S. Miguel, encontramos este prédio que apresenta as famosas Janelas Com Tabuínhas (ou em adufa).
Sendo uma herança da presença islâmica em Portugal, as janelas de rótulas permitiam às moradoras observar a rua, ao mesmo tempo que conservavam o seu recato.
Ainda existem algumas em Lisboa e no resto do país (nomeadamente em Beja), herança que é urgente preservar.
Oiça a Casa da Mariquinhas (Vou dar de beber à dor) na voz da nossa grande Amália Rodrigues que fala destas casas com janelas que tinham tabuinhas.
Foi no domingo passado que passei
À casa onde vivia a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuinhas
Do rés-do-chão ao telhado
Não vi nada, nada, nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro pregado e azulado
Onde havia as tabuinhas
Entrei e onde era a sala agora está
À secretária um sujeito que é lingrinhas
Mas não vi colchas com barra
Nem viola, nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas
O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onde as vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas
As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça
Porque é hoje uma vidraça
Com cercadura de lata às voltinhas
E lá pra dentro quem passa
Hoje é pra ir aos penhores
Entregar ao usurário umas coisinhas
Pois chega a esta desgraça toda a graça
Da casa da Mariquinhas
Pra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem pras alminhas
Pois ser casa de penhores
O que foi viveiro d'amores
É ideia que não cabe cá nas minhas
Recordações do calor
E das saudades o gosto
Que eu vou procurar esquecer
Numas ginginhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Compositor, Alberto Janes.
Sendo uma herança da presença islâmica em Portugal, as janelas de rótulas permitiam às moradoras observar a rua, ao mesmo tempo que conservavam o seu recato.
Ainda existem algumas em Lisboa e no resto do país (nomeadamente em Beja), herança que é urgente preservar.
Oiça a Casa da Mariquinhas (Vou dar de beber à dor) na voz da nossa grande Amália Rodrigues que fala destas casas com janelas que tinham tabuinhas.
Foi no domingo passado que passei
À casa onde vivia a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuinhas
Do rés-do-chão ao telhado
Não vi nada, nada, nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro pregado e azulado
Onde havia as tabuinhas
Entrei e onde era a sala agora estáÀ secretária um sujeito que é lingrinhas
Mas não vi colchas com barra
Nem viola, nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas
O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onde as vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas
As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça
Porque é hoje uma vidraça
Com cercadura de lata às voltinhas
E lá pra dentro quem passa
Hoje é pra ir aos penhores
Entregar ao usurário umas coisinhas
Pois chega a esta desgraça toda a graça
Da casa da MariquinhasPra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem pras alminhas
Pois ser casa de penhores
O que foi viveiro d'amores
É ideia que não cabe cá nas minhas
Recordações do calor
E das saudades o gosto
Que eu vou procurar esquecer
Numas ginginhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Compositor, Alberto Janes.
Marcadores:
Cantores,
Cidades,
Cultura,
Fado,
História,
Lisboa,
Lusofonia,
Mulher,
Música,
Países,
Património,
Portugal,
Turismo,
Viagens
segunda-feira, julho 17, 2017
A Casa da Achada
A Casa da Achada é a sede do Centro Mário Dionísio.
O Largo da Achada (na Mouraria), para o qual dá uma das fachadas da Casa da Achada, tem muita história.
Várias casas desta parte da cidade são anteriores ao terramoto de 1755.
A Casa da Achada (do Séc. XIV ou XV) tem uma porta e uma janela gótica em cantaria.
As características pré-pombalinas, mesmo medievais, em alguns destes edifícios, devem-se, sem dúvida, ao facto desta zona urbana ter sido pouco afectada pelo sismo de 1755, que se fez sentir sobretudo para sul da Igreja de S. Cristóvão.

As únicas alterações da morfologia urbana dizem apenas respeito ao próprio Largo, que não existia antes do terramoto (como se pode verificar pela Planta de João Nunes Tinoco de 1650).
O Largo da Achada (na Mouraria), para o qual dá uma das fachadas da Casa da Achada, tem muita história.
Várias casas desta parte da cidade são anteriores ao terramoto de 1755.
A Casa da Achada (do Séc. XIV ou XV) tem uma porta e uma janela gótica em cantaria.
![]() |
| Urban Sketrs |

As únicas alterações da morfologia urbana dizem apenas respeito ao próprio Largo, que não existia antes do terramoto (como se pode verificar pela Planta de João Nunes Tinoco de 1650).
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















