Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, outubro 30, 2018

Gabriel Sater - Boca do Mato

Proponho-lhe que oiça o cantor brasileiro Gabriel Sater em Boca do Mato. 
Gabriel Sater (1981), filho do cantor e violeiro Almir Sater, aos 18 anos, decidiu profissionalizar-se na carreira musical.
O ano 2000 foi o pontapé inicial da sua carreira de sucesso.
Gabriel Sater lançou o seu primeiro CD em 2006 - "Gabriel Sater Instrumental". Em 2008, produz o seu 2° CD, que foi lançado em 2009 - "A Essência do Amanhecer".
Em novembro de 2013 foi conviddado para ser o intérprete de Viramundo, o seu primeiro trabalho como ator na Tv, na novela-fábula Meu Pedacinho de Chão, de Benedito Ruy Barbosa.
Em 2014 Gabriel lançou o seu 3° CD "Indomável" e participou em mais um novela da Tv Globo. Desde então Gabriel vem brilhando e encantando o público, que não pára de cantar as canções de Indomável.

Bem ali da boca do mato
Sai uma estrada
Que chega nem sabe Deus onde
Sem parar
Parece quase nada
Desprezada
Torta e tão complicada
De se andar

Entrei por esse caminho
Fui sozinho
Deixei o teu retrato
Na roseira
Que cresce ali na beira
E encantada assim cheira
Quem sabe ela te chama
Pra voltar pra mim laiá ra
Pra voltar pra mim ê ra

Quem sai lá pra boca do mato
Tem de fato
Algum amor mal vivido
Que acabou
Pois a vida igual à estrada
Complicada
Sem parada que faça
Descansar

Entrei por esse caminho
Fui sozinho
Deixei o teu retrato
Na roseira
Que cresce ali na beira
E encantada assim cheira
Quem sabe ela te chama
Pra voltar pra mim

Quem sai lá pra boca do mato
Tem de fato
Algum amor mal vivido
Que acabou
Pois a vida igual à estrada
Complicada
Sem parada que faça
Descansar

Entrei por esse caminho
Fui sozinho
Deixei o teu retrato
Na roseira
Que cresce ali na beira
E encantada assim cheira
Quem sabe ela te chama
Pra voltar pra mim, laiá ra
Pra voltar pra mim
Pra voltar pra mim

terça-feira, outubro 23, 2018

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
João Cabral de Melo Neto

terça-feira, outubro 16, 2018

Minas Gerais é...

Minas Gerais é... 
"pão de queijo, paçoca e cafezim.
Aonde as pessoas se cumprimentam com 3 beijinhos, e têm um coração enorme.
Também é cachoeiras maravilhosas, uma culinária muito rica e uma bela cultura...
Onde se encontra o Instituto Inhotim que é um dos acervos mais importantes da arte contemporânea, onde andar de bicicleta é mais complicado porque a cidade foi construída em cima de várias montanhas, é aonde não tem praias, mas em compensação há várias paisagens espetaculares; onde trem substitui qualquer palavra e arredar significa afastar; aonde usar palavras diminutivas a qualquer momento, ou não terminar (de falar) as palavras é normal... Como (por exemplo): arreda pra lá um cadim sô, ou, sai ditrai da porta, etc,.
MG é "donde" há cidades maravilhosas e se concentra um dos sotaque mais lindos do Brasil".
Ashiley D. J. - 11º E

segunda-feira, outubro 15, 2018

Quando A Gira Girou

Oiça o cantor brasileiro Zeca Pagodinho em "Quando A Gira Girou".

O céu de repente anuviou
E o vento agitou as ondas do mar
E o que o temporal levou
Foi tudo que deu pra guardar
Só Deus sabe o quanto se labutou
Custou mas depois veio a bonança
E agora é hora de agradecer
Pois quando tudo se perdeu
E a sorte desapareceu
Abaixo de Deus só ficou você

Quando a gira girou, ninguém suportou
Só você ficou, não me abandonou
Quando o vento parou e a água baixou
Eu tive a certeza do seu amor

Quando tudo parece que estar perdido
É nessa hora que você vê
Quem é parceiro, quem é bom amigo
Quem tá contigo quem é de correr
A sua mão me tirou do abismo
O seu axé evitou o meu fim
Me ensinou o que é companheirismo
E também a gostar de quem gosta de mim

Quando a gira girou, ninguém suportou...

Na hora que a gente menos espera
No fim do túnel aparece uma luz
A luz de uma amizade sincera
Para ajudar carregar nossa cruz
Foi Deus quem pôs você no meu caminho
Na hora certa pra me socorrer
Eu não teria chegado sozinho
A lugar nenhum se não fosse você

Quando a gira girou, ninguém suportou...

quinta-feira, outubro 11, 2018

Portugal Aos Olhos De Uma Brasileira

 Vale a pena ler a crónica de Ruth Manus: "Portugal Aos Olhos De Uma Brasileira".
Ruth Manus, é advogada e professora universitária e escreve num blogue num Jornal de S. Paulo. E escreveu isto sobre Portugal, num texto que deve ser (é !) um orgulho lermos:

"Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas:
Ingratidão e pessimismo.
Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui, embora me pareça que muitos nem percebam.
Não estou dizendo que Portugal seja perfeito.
Nenhum lugar é.
Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém.
Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente.
Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.
Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses.
Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém.
Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata.
Os ingleses aprenderiam tudo do zero.
Bacalhau e pastel de nata ?
Não.
Estamos falando de muito mais.
Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.
Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam.
Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima.
Saber que o porco é alentejano, que o vinho do Porto é do Douro.
Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.
O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses.
A história da quinta do avô, as origens transmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó.
O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos.
E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.
O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.
De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem.
O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político.
Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal .
Os portugueses - de direita ou de esquerda - não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.
Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos.
Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.
Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar.
Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia.
Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.
Todo idioma deveria conter afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal transporta .
Gosto de ser chamada de “ miúda“.
Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de “ putos “.
Gosto do uso constante de diminutivos.
Gosto de ouvir ” magoei-te ? ” quando alguém pisa no meu pé.
Gosto do uso das palavras de forma doce.
O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses, embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse seu país do que costumam ter.
Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las.
A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.
O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe.
Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos.
Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.
Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece.
Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal.
Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos."

sábado, outubro 06, 2018

A Nossa Voz

Veja e oiça o novo clipe de Chitãozinho e Xororó, A Nossa Voz, clipe apresentado no programa da TV Globo, Altas horas.
 A Nossa Voz conta com a participação dos seguintes cantores: Chitãozinho e Xororó, Paulo Miklos, Thiaguinho, Luan Santana,  Michel Teló, Gilberto Gil, Sandy, Andreas Kisser, Família Lima, Marcos e Belutti, Alcione, Paula Fernandes, Toni Garrido,  Karol Conka, Projota, Negra Li, Rappin’ Hood, Seu Jorge, Ivete Sangalo, Rogério Flausino, Maria Gadú,  Junior Lima, Caetano Veloso, Elba Ramalho, Daniel, Tonny e Kleber, Allison Lima, Theo Scholles Lima
Como viu grandes nomes da música brasileira uniram-se na canção de protesto "A Nossa Voz".

Tudo o que eu quero é um país sem medo
De corrigir seus erros, de crescer e de sonhar.
Somos índios, brancos, amarelos, negros,
Somos um gigante pronto pra despertar!
To querendo, mesmo, um país seguro,
Que tenha justiça, mais saúde e educação.
Nossa terra é fértil, linda e tão jovem...
A mudança está em nossas mãos!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o Brasil, somos milhões!
E o futuro depende só de nós,
Nada irá calar a nossa voz!
É, quero poder andar em segurança,
Sem medo, eu só tenho esperança.
Quem vem de baixo também alcança,
Não mais ser julgado se o corpo balança.
O povo quer paz, a gente quer mais,
A revolução é a gente que faz,
É hora da gente mostrar que ainda somos racionais.
Eu quero sorrir, ser feliz por aqui, com liberdade.
Um país de amor, sem distinção de cor, sem maldade.
Lutei para sorrir, sempre resistir,
Vencer e ser feliz, por paz e amizade, sim.
Esse é o louvor, Te peço, Meu Senhor,
Ajude o meu povo a sair dessa escravidão.
Nunca desistimos, somos brasileiros,
Temos a esperança viva em cada olhar.
Tudo o que eu quero é um país sem muros,
Respeitar a sua e ter a minha opinião.
Nossos filhos herdarão o que plantamos,
A semente está em nossas mãos!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o Brasil, somos milhões!
E o futuro depende só de nós,
Nada irá calar a nossa voz!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o Brasil, somos milhões!
E o futuro depende só de nós,
Nada irá calar a nossa voz!
Esse é o país que eu quero!

sexta-feira, setembro 28, 2018

Águas Formosas





Águas Formosas é uma cidade pequena que está localizada no estado de Minas Gerais. (É) uma cidade boa de se viver, mas, não é bem como aqui, que tem muitos lugares bons para ir.









Águas Formosas tem algumas atrações excelentes (ao longo) do ano. A minha preferida é a Cavalgada (de São Boaventura).
O povo mineiro é bem humilde e simpático.
Defeitos? Muitos, mas, ninguém é perfeito!
A. K. Amaral Macedo. - 11º E

sábado, setembro 22, 2018

Parque Nacional de Aparados da Serra

O Parque Nacional de Aparados da Serra é uma unidade de conservação e de proteção integral da natureza localizada na serra Geral, que se situa entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, na região sul do Brasil.
Os Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral, abrangem uma área de aproximadamente 30.400 ha, distribuída ao longo dos contrafortes da região natural comumente denominada de Aparados da Serra, inserida na formação geológica da Serra Geral – daí a origem do nome destas importantes unidades de conservação.
O maior atrativo do Parque é o Canyon Itaimbezinho, que tem uma profundidade que vai até aos 700m, com paredões verticais, uma fenda estreita e as paredes rochosas ornadas pelo verde exuberante da Mata Atlântica.
Aparados da Serra, região conhecida como a Terra dos Canyons, dispõe do maior conjunto de formações deste género da América do Sul.
É como voltar atrás 130 milhões de anos, quando a separação dos continentes e os constantes derrames de lavas deram origem ao que se chama hoje de planalto vulcânico da Serra Geral, no extremo nordeste do Rio Grande do Sul. Noutras palavras, ali está um dos cenários mais exclusivos e desconhecidos do Brasil.
Cambará do Sul é o município brasileiro que tem a sorte de abrigar estes dois parques nacionais — o de Aparados da Serra e o da Serra Geral —, uma região de Mata Atlântica e de Floresta de Araucárias.
A região dos Aparados inclui as cidades de Vacaria, Bom Jesus e São José dos Ausentes, declarada o ponto mais alto do Rio Grande do Sul (o Pico do Monte Negro, no canyon Monte Negro, a 1.403 metros de altitude).
Entre araucárias gigantes e gargantas profundas, o turismo na Terra dos Canyons começa agora a desenvolver-se a passos largos.

sexta-feira, setembro 14, 2018

Evidências

Oiça Chitãozinho & Xororó em Evidências.
Chitãozinho & Xororó é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos irmãos José Lima Sobrinho (1954) e Durval de Lima (1957). Chitãozinho & Xororó, ícones da música sertaneja, são recordistas em vendas de discos no Brasil. São tidos como a dupla que abriu as portas das rádios FM para este tipo de música, no início da década de 1980.

Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!

Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!

Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim

segunda-feira, setembro 10, 2018

A Desescolarização

A desescolarização ou "Unschooling",  surgiu no final da década de 1960 e ganhou força em 1971, com a publicação do livro "Sociedade Sem Escolas", de Ivan Illich, com críticas às instituições escolares.
Diferente do que ocorre no ensino doméstico ou "homeschooling", as famílias que são adeptas desta modalidade de ensino, não ensinam em casa o currículo em vigor no seu país. A ideia, pelo contrário, é fugir dos objetivos e regras da vida da escola.
A desescolarização é tema do documentário "Contra a Maré" , realizado por André Castilho e André Chitas, lançado pela produtora La Casa de la Madre.
Esta curta-metragem retrata a história de Cauê "Batata", de 9 anos, que vive em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, e é educado pela sua mãe, Déborah Gérbera.
Com o colapso do modelo das instituições de ensino tradicionais, ganha força no Brasil o movimento de desescolarização, ou unschooling, em que a criança é educada fora da escola, pelos seus familiares, sem compromisso com o esquema curricular. Mas a sociedade está preparada para lidar com esta nova abordagem?
Neste documentário, vai conhecer a história de Déborah que, assim como outras 5.000 famílias brasileiras, lutam na justiça pelo direito de ensinar os filhos nos seus próprios termos.
Sobre o mesmo assunto, assista em baixo, ao documentário "Etre et Devenir" ou Ser e Tornar-se, de Clara Bellar.
Diante do crescente fenómeno das crianças educadas na França, Clara Bellar, uma atriz francesa que mora em Los Angeles, explorou a escolha autónoma de aprendizagem, em "Ser e Tornar-se".
Surpreendente, empolgante e comovente, o seu documentário oferece histórias de experiências e encontros que exploram a escolha de não ir à escola, confiar neles e deixá-los aprender livremente sobre o que eles gostam.
A jornada de descoberta da realizadora leva-nos a quatro países, Estados Unidos, Alemanha (onde é ilegal ir à escola), França e Inglaterra.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Samba de Verão








Oiça a música Samba de Verão na voz do seu compositor Marcos Valle, o surfista da Bossa Nova.

Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
E passou, nem parou
Mas olhou só pra mim

Se voltar, vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor
Foi feitinho pra dar

Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente para ver
A menina que vem

Ela vem, sempre tem
Esse mar no olhar
E vai ver, tem de ser
Nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim
Já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi
Só pensando em lhe dar

Peço, mas você não vem, bem!
Deixo então, falo só, digo ao céu, mas você vem

Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
Que passou nem parou, mas olhou só pra mim
Se voltar, vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor foi feitinho pra dar
Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente para ver a menina que vem
Ela tem, sempre tem, esse mar do olhar
E vai ver, tem de ser, nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim, já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi
Só pensando em lhe dar
Peço, mas você não vem
Vem!
Deixo então!
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem

E agora a mesma música na voz de Caetano Veloso

sexta-feira, julho 27, 2018

Poemas aos Homens do nosso tempo

Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.

***********

Ao teu encontro, Homem do meu tempo,
E à espera de que tu prevaleças
À rosácea de fogo, ao ódio, às guerras,
Te cantarei infinitamente à espera de que um dia te conheças
E convides o poeta e a todos esses amantes da palavra, e os outros,
Alquimistas, a se sentarem contigo à tua mesa.
As coisas serão simples e redondas, justas. Te cantarei
Minha própria rudeza e o difícil de antes,
Aparências, o amor dilacerado dos homens
Meu próprio amor que é o teu
O mistério dos rios, da terra, da semente.
Te cantarei Aquele que me fez poeta e que me prometeu

Compaixão e ternura e paz na Terra
Se ainda encontrasse em ti, o que te deu.
Hilda Hilst

quinta-feira, julho 26, 2018

Descobri Que Te Amo Demais

Oiça o cantor brasileiro Zeca Pagodinho em Descobri Que Te Amo Demais.
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Pra ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e você
Uma ceia com pãozinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Meu amor, meu amor incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tão qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Pra ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui a beira de um rio e você
Uma ceia com pãozinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
Descobri que te amo demais
Compositores: Carlinhos Santana / Nelson Rufino De Santana

quarta-feira, julho 25, 2018

Não Existe Cidade Mais Bonita


O Rio de Janeiro é talvez das cidades mais bonitas do mundo. Pena é a violência e a desigualdade social que por ali prevalece. Contudo, não perca a oportunidade de ver a excelente apresentação que se segue. Ora veja!

sexta-feira, julho 20, 2018

Sonho Meu

Oiça o cantores brasileiros, Maria Bethânia Zeca Pagodinho em Sonho Meu. A música "Sonho Meu" está no álbum "Quintal do Pagodinho 3" (2016) do Zeca Pagodinho.
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu

Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu ceu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolía
Sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de magoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadío embalando a flor
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de magoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadío embalando a flor
Sonho meu

Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu

Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu ceu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolía
Sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de magoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadío embalando a flor
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de magoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadío embalando a flor
Sonho meu

Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu..
Letra: Paulinho Moska

terça-feira, julho 10, 2018

Nasceu julho

Nasceu julho
Esperanças
Águas de chuva
Lavando a alma
e trazendo bonança.

Dias de vitória
Dias de honra
Estação mudou
E a vida teima em girar.

Nasceu julho
Nasce aqui novo amar.
Renovam-se as promessas
Pelos sonhos que se sonhou

Há contentamento
Há realização
Doce é ver chegar o que se tanto esperou.

Nasce julho
E com ele bons tempos sobre nós virão
Renasce a esperança

Vivifica-se a cada manhã
Sonhos que sonhados sozinhos
No coração de Deus se formarão

Em breve a água lava
A chuva serôdia cai fazendo brotar a semente
Nasceu Julho
e os dias de sol brilharão novamente!
Paula Belmino

quarta-feira, julho 04, 2018

A religião gourmet

A religião gourmet é uma crónica, de João Pereira Coutinho, um pouco longa, mas que vale a pena ler.
"(Este texto é dedicado ao "Chef" Avilez, que estragou dois magníficos restaurantes: o Tavares e, principalmente, o Belcanto. E como esta praga não é nacional apenas, dedicado também ao Alain Ducasse, que assassinou o em tempos magnífico Louis XV, o restaurante (emblemático) do Hotel de Paris, em Monte Carlo. Felizmente, neste caso, pelo menos continua a magnífica garrafeira.

Restaurantes não são santuários...
Estou cansado da religião dos chefs: restaurantes não são santuários...)
O melhor restaurante do mundo?
Ora, ora: é o Eleven Madison Park, em Nova York.
Parabéns, gente.
A sério.
Espero nunca vos visitar.
Entendam: não é nada de pessoal.
Acredito na vossa excelência.
Acredito, como dizem os críticos, que a vossa mistura de "cozinha francesa moderna" com "um toque nova-iorquino" é perfeitamente comparável às 72 virgens que existem no paraíso corânico.
Mas eu estou cansado da religião dos chefs.
Vocês sabem: a elevação da culinária a um reino metafísico, transcendental, celestial.
Todas as semanas, lá aparece mais um chef, com a sua igreja, apresentando o cardápio como se fossem as sagradas escrituras.
Os ingredientes não são ingredientes.
São "elementos".
Uma refeição não é uma refeição.
É uma "experiência".
E a comida, em rigor, não é comida.
É uma "composição".
Já estive em vários desses santuários.
Quando a comida chegava, eu nunca sabia se deveria provar ou rezar.
Os meus receios sacrílegos eram acentuados pelo próprio empregado de mesa, que depositava o prato na mesa e, em voz baixa, confidenciava o milagre que eu tinha à minha frente:
– Pato defumado com pétalas de tomate e essências de jasmim.
Escutava tudo com reverência, dizia um "obrigado" que soava a "amém" e depois aproximava o garfo trêmulo, com mil receios, para não perturbar o frágil equilíbrio entre as "pétalas" e as "essências".
Em raros casos, sua santidade, o chef, aparecia no final.
Para abençoar os comensais.
No dia em que beijei a mão de um deles, entendi que deveria apostatar.
E, quando não são santos, são artistas.
Um pedaço de carne não é um pedaço de carne.
É um "desafio".
É o teto da Capela Sistina aguardando pelo seu Michelangelo.
Nem de propósito: espreitei o site do Eleven Madison Park.m
Tenho uma novidade para dar ao leitor: a partir de 11 de abril, o Eleven vai fazer uma "retrospectiva" (juro, juro) com os 11 melhores pratos dos últimos 11 anos.
"Retrospectiva."
Eis a evolução da história da arte ocidental: a pintura rupestre de Lascaux; as esculturas gregas de Fídias; os vitrais da catedral gótica de Chartres; os quadros barrocos de Caravaggio; a tortinha de quiche de ovo do chef Daniel Humm.
Gosto de comer.
Gosto de comida.
Essas duas frases são ridículas porque, afinal de contas, sou português.
E é precisamente por ser português que me tornei um ateu dos "elementos", das "composições" e das "essências".
A religião dos chefs, com seu charme diabólico, tem arrasado os restaurantes da minha cidade.
Um deles, que fica aqui no bairro, servia uns "filetes de polvo com arroz do mesmo" que chegou a ser o barômetro das minhas relações amorosas: sempre que estava com uma namorada e começava a pensar no polvo, isso significava que a paixão tinha chegado ao fim.
Duas semanas atrás, voltei ao espaço que reabriu depois das obras.
Estranhei: havia música ambiente e a iluminação reduzida imitava as casas de massagens da Tailândia (aviso: querida, se estiveres a ler esta crônica, juro que nunca estive na Tailândia).
Sentei-me.
Quando o polvo chegou, olhei para o prato e perguntei ao dono se ele não tinha esquecido alguma coisa.
"O quê?", respondeu o insolente.
"O microscópio", respondi eu.
Ele soltou uma gargalhada e explicou: "São coisas do chef, doutor."
"Qual chef?", insisti.
Ele, encolhendo os ombros, respondeu com vergonha: "O Agostinho".
O cozinheiro virou chef e o meu polvo virou calamares.
Infelizmente, essa corrupção disseminou-se pela pátria amada.
Já escrevi sobre o crime na imprensa lusa.
Ninguém acompanhou o meu pranto.
É a música ambiente que substituiu o natural rumor das conversas.
É a iluminação de bordel que impede a distinção entre uma azeitona e uma barata.
É o hábito chique de nunca deixar as garrafas na mesa, o que significa que o empregado só se "apercebe" da nossa sede "in extremis" quando existem tremores alcoólicos e outros sinais de abstinência.
Meu Deus, onde vamos parar?
Não sei.
Mas sei que já tomei providências: no próximo outono, tenciono aprender a caçar.
Tudo serve: perdiz, lebre, javali.
Depois, com uma fogueira e um espeto, cozinho o bicho como um homem pré-histórico.
O pináculo da civilização é tortinha de quiche de ovo do chef Daniel Humm?

Então chegou a hora de regressar às cavernas de Lascaux..."

segunda-feira, julho 02, 2018

Aos Portugais

Proponho-lhe que oiça Mariene de Castro (contralto) em " Aos Portugais".
Mariene de Castro (1978 - também conhecida como a Princesinha do Samba de Roda) é uma atriz, modelo, instrumentista, bailarina, cantora e compositora brasileira.
Tem-se feito notar (desde 1997) por destacar o maracatu e o samba de roda na sua sua obra.
Cantou na festa de encerramento das Olimpíadas do RIO 2016, enquanto era apagada a chama da pira olímpica.
Mariene de Castro tem como influências: Edil Pacheco, Zeca Pagodinho, Clara Nunes, Roque Ferreira, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Roberto Ribeiro e Dona Ivone Lara.
Fique também com a poética letra da música Aos Portugais de Roberto Mendes.

Menina onde andas
Menina onde vais
Eu ando em Luanda
Eu vou aos Portugais
Saveiro não me leva
Trem que nunca chega
Avião que vira nuvem
Nuvem que vira chuva
Chuva que molha a terra
Terra que vira uva
Uva vai virar bom vinho
Não quero beber sozinho
Menina onde andas
Menina onde vais
Eu ando em Luanda
Eu vou aos Portugais
Vê você, olha pra mim
No espelho da distância
A saudade não te alcança
Por isso penso sozinho
Ai o vinho cor de Rubi
É de uva machucada
Espremida dentro de mim
Como é louca a madrugada
Menina onde andas
Menina onde vai
Eu ando em Luanda
Eu vou aos Portugais
O destino fez a taça
Derramou dentro da alma
Desejei, comprei passagem
Viajei outra viagem
De um destino que não fiz
Aonde vou ninguém me diz
Sobrevoando a paisagem
Vi o fogo na floresta
E não sei nem o que resta
Que queima dentro de mim
Pra cantar caninha verde
Primeiro canta violeiro
Depois que violeiro canta
Cantam os outros companheiros
Ai ai morena primeiro canta violeiro
Depois que violeiro canta
Cantam os outros companheiros

domingo, junho 24, 2018

E Viva São joão

O São João do meu nordeste
melhor São João do Brasil
em trajes de cores mil
o nosso povo se veste
sob o belo azul celeste
é junho, mês de alegria
fogueiras, fogos, folia
Antônio, João, Pedro santos
juninos, festas, encantos
herança da liturgia
Sempre o melhor do Brasil
também o melhor do mundo
fiz um estudo fecundo
vi nosso povo gentil
brincar. Adulto, infantil:
em festa. Então comparei
e vi. O nordeste é o rei
do São João. É sem igual
da Rússia até Portugal
e Américas. Confirmei.
É Santo Antônio o primeiro
é treze, lembre, o seu dia!
Solteira faz simpatia
pro santo casamenteiro
se quer arranjar parceiro!
Em vinte e quatro, o São João
- eis a maior atração! -
O São Pedro é vinte e nove
se nunca viu, venha e prove
e se vem… dance o baião!
Com os seus chapéus de palha
camisas quadriculadas
com as calças remendadas
quem pode já se agasalha
pois bom namoro não falha!
Vestidas de chita, vêm
chapéus de palha também
se enfeitam bem as mulheres
o charme excede de ampères
não fica triste ninguém!

Viva o São João, viva a festa
com toda nossa alegria
forró que amanhece o dia
o coco se manifesta
baião que o recinto infesta
tem o samba de latada
xaxado, festa animada
é para ouvir ou dançar
melhor à luz do luar
o amado com a sua amada!
Eu vou dançar a “Quadrilha”
que é o melhor do São João
ao som de um acordeão
vem “Olha a cobra”, “olha a trilha”
eu olho um olho que brilha
“troca a dama”, “anarriê”
tem “tur” e tem “returnê”
tem o casório matuto
com seu ritual poluto
agora é só “balançê”
Esse é o tempo da colheita
de milho verde há fartura
que é a essência da feitura
para um manjar que deleita
canjica sempre bem feita
pamonha da boa tem
pé de moleque, xerém
o bolo Souza Leão
tem “Pê-É” na certidão!
Dá pra listar mais de cem!
Tem a broa de fubá
o bolo de amendoim
batata doce, quindim
arroz doce, mungunzá
cuscuz, coco, vatapá
cocada e tem bom-bocado
tapioca, queijo assado
pipoca e bolo de milho
paçoca, doces, sequilho
coalhada, mel, bem-casado
Mais de dois mil anos faz
em vinte e quatro de junho
escritos são testemunho
as duas primas carnais
a que deu a luz em paz
a João Batista: Isabel
manda a notícia à fiel
amiga. Pela fogueira
acesa. Foi a maneira:
o fogo brilhou no céu!
A mãe – Maria – de Cristo
e a mãe de João, Isabel
assim inspiram novel
costume alegre e benquisto
agora (e sempre) por isto
fogueira expõe tradição
nas festas de um bom São João
em todo o nosso nordeste
pra que o povo manifeste
seu júbilo e animação
Bahia e Maranhão
cercando o nordeste em peso
com seu alto astral aceso
para as festas do São João
cantores da região
e bandas no Centro Histórico
alegre de Salvador
que faz seu show alegórico
quadrilhas, tudo em primor
feliz nosso mês folclórico!
O bumba-meu-boi, zebu
em São Luiz, popular
folguedo, povo a brincar!
Sergipe, Forró-Caju
é festa em Aracaju
tem busca-pé em Estância.
No São João em abundância
do Vale do Jaguaribe
quando o Ceará exibe
quadrilhas com elegância!
Ao ar livre em Mossoró
no São João se comemora
a pisa – à bala – sonora
dada em Lampião sem dó
e por isso haja forró!
As festas em Alagoas
são calmas, com belas loas!
E no Piauí, São João
com fé para a oração
felizes vão as pessoas!
Campina Grande junina
maior São João deste Mundo
primeiro é – ou segundo
com vinte metros acima
a enorme fogueira anima!
Trem do Forró tem também
de pífanos, bandas tem
balões, fogos, maravilhas
mais de trezentas quadrilhas
Campina, São João, amém!
Caruaru, tradição
maior do planeta Terra
diz-se o primeiro, não erra
vá lá dançar o baião
Caruaru no São João
eis a pátria do forró
Caruaru, tem xodó
mais de mil bacamarteiros
e trios de forrozeiros.
Monarca, Rei, Faraó!
Cardápio à base de milho
música boa, forró
o turismo à pão-de-ló
o nosso São João é brilho
com “Trem do Forró” no trilho
não há festa sem você!
Paixão: – quem ouve, quem lê -
Cordel, a literatura!
São João é beleza pura!
“Olha o túnel”! “balancê”!!!
João Alderney