"Caça às Bruxas" é o mais recente livro do escritor angolano Albino Carlos.
Jornalista há 34 anos, Albino Carlos recebeu em 2014 o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, com o livro de contos "Issunje". O escritor publicou o romance "Olhar de Lua Cheia", que recebeu o Prémio de Literatura António Jacinto em 2006.
O livro é considerado pela crítica como "um dos mais intrigantes romances da literatura angolana".
Sinopse.
Este é "seguramente um dos romances mais brutais e intrigantes da literatura angolana, baseado num caso real". O livro narra o fuzilamento sumário de sete feiticeiros no Cuito Cuanavale, no célebre caso "kamutukulenu".
Caça às Bruxas traça, umas vezes com olhar melancólico e conformado, outras vezes amargo e revoltado, uma fascinante e inquietante fabulação da natureza do sistema de crenças e costumes que ensombram o destino do angolano.
Revestido de humor, o livro é uma narrativa de intensidade incomum que faz, com realismo e magia, o cruzamento de elementos da mitologia tradicional com a própria história, numa insólita paródia das "makas" e das quezílias políticas.
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quarta-feira, outubro 31, 2018
quinta-feira, setembro 27, 2018
Essa Dama Bate Bué!
Essa Dama Bate Bué! é um livro da escritora angolana Yara Monteiro (1979).Yara Monteiro tem as suas raízes familiares no Planalto Central de Angola e no Norte de Portugal. Com dois anos de idade, vem com a mãe e a família materna para Portugal e cresce na Margem Sul. É na adolescência, que estimulada pela sua professora de Português, começa ativamente a escrever.
Em 2015, enquanto vive no Brasil inicia a sua busca de conexão interior e em 2016 embarca numa viagem xamânica pela Amazónia que modifica a sua vida.
Hoje está casada, vive no Alentejo, e dedica-se à escrita e às artes plásticas.
Sinopse:
Entre a sátira e a tragédia, o abandono e a ruptura, esta é uma história de autodescoberta. Um romance contemporâneo, urbano e feminino, passado numa Luanda do começo do século XXI, caótica, de flagrantes contrastes sociais, aguarela em que tragédia e comédia roçam ombros.
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quinta-feira, setembro 20, 2018
Postais Antigos de Angola
Se gosta de passear pelo mundo, nem que seja virtualmente, não deixe de ver estes Postais Antigos de Angola (1ª parte).
Não perca esta oportunidade.
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quinta-feira, julho 05, 2018
O Rio Okavango
O Rio Okavango é um rio que não termina no mar....
O Rio Okavango, nasce no Sul de Angola e desagua no deserto, na Namíbia, poucos quilómetros depois de atravessar a fronteira, dando origem a um grande delta - o Pantanal Africano - onde vivem e se multiplicam no tempo das chuvas, centenas de milhares de animais das mais variadas espécies. africanas.
O Delta do Okavango (uma das Sete Maravilhas da África) no Botswana é o maior delta interno do mundo, formado onde o Rio Okavango encontra uma placa tectónica, no Kalahari.
Toda a água que atinge o delta é evaporada e não chega a nenhum mar ou oceano.
Aprecie a apresentação que se segue e observe como o Okavango converte o deserto num oásis.
O Rio Okavango, nasce no Sul de Angola e desagua no deserto, na Namíbia, poucos quilómetros depois de atravessar a fronteira, dando origem a um grande delta - o Pantanal Africano - onde vivem e se multiplicam no tempo das chuvas, centenas de milhares de animais das mais variadas espécies. africanas.
O Delta do Okavango (uma das Sete Maravilhas da África) no Botswana é o maior delta interno do mundo, formado onde o Rio Okavango encontra uma placa tectónica, no Kalahari.
Toda a água que atinge o delta é evaporada e não chega a nenhum mar ou oceano.Aprecie a apresentação que se segue e observe como o Okavango converte o deserto num oásis.
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domingo, maio 27, 2018
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
David Mourão-Ferreira
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
David Mourão-Ferreira
Em seguida ouça Amália Rodrigues no fado Abandono escrito para ela por David Mourão-Ferreira (e que ficou conhecido como Fado Peniche) e conta com música deAlain Oulman eAQUI.
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sexta-feira, maio 25, 2018
"Angola, O 27 de Maio. A história por contar"
Amanhã, dia 26 de maio, vai ser lançado o segundo livro de José Reis, "Angola, O 27 de Maio. A história por contar", da editora Nova Vega.
41 anos depois destes nefastos acontecimentos, aqui fica mais um testemunho, para que não se branqueie a história e para que não caiam no esquecimento todos aqueles que pereceram ou foram vítimas destes factos.
Este evento terá lugar na Casa de Goa, na Calçada do Livramento, em Lisboa, pelas 16:30 h.
41 anos depois destes nefastos acontecimentos, aqui fica mais um testemunho, para que não se branqueie a história e para que não caiam no esquecimento todos aqueles que pereceram ou foram vítimas destes factos.
Este evento terá lugar na Casa de Goa, na Calçada do Livramento, em Lisboa, pelas 16:30 h.
Sinopse:
Neste livro são narradas muitas histórias por contar que nos ajudam a conhecer melhor o que foi o 27 de de maio de 1977, bem como o sectarismo de que estão eivadas as suas versões oficiais.
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sábado, novembro 25, 2017
ANGOLA – O 4 de Fevereiro de 1961 em Luanda e Outras Memórias
Angola - O 4 de Fevereiro de 1961 em Luanda e Outras Memórias, é um livro da autoria de César Gomes, pucblicado pelas Edições Colibri.
César Gomes reside no Porto onde exerce a profissão de médico.
Tem publicações em revistas de Portugal, Espanha, EUA e Noruega. Publicou os livros: Via Sacra e Meditação, Raia Molhada, e Ontem, Futuro de Amanhã.
Sinopse:
Este é um livro de memórias, onde o autor narra as várias profissões que desempenhou em Portugal e em Angola. As contingências e adversidades que teve de enfrentar e, a guerra de que deu conta e assistiu. Neste contexto, relata a sua vivência e apoio prestado aos indígenas nos acontecimentos do dia 4 de Fevereiro de 1961, no decorrer dos ataques dos nativos à Reclusão de Luanda, Cadeia da 7.ª Esquadra, Correios e Emissora Nacional de Angola.
Este livro pode, assim, ser útil no enriquecimento da História de Angola e de Portugal.
César Gomes reside no Porto onde exerce a profissão de médico.
Tem publicações em revistas de Portugal, Espanha, EUA e Noruega. Publicou os livros: Via Sacra e Meditação, Raia Molhada, e Ontem, Futuro de Amanhã.
Sinopse:
Este é um livro de memórias, onde o autor narra as várias profissões que desempenhou em Portugal e em Angola. As contingências e adversidades que teve de enfrentar e, a guerra de que deu conta e assistiu. Neste contexto, relata a sua vivência e apoio prestado aos indígenas nos acontecimentos do dia 4 de Fevereiro de 1961, no decorrer dos ataques dos nativos à Reclusão de Luanda, Cadeia da 7.ª Esquadra, Correios e Emissora Nacional de Angola.
Este livro pode, assim, ser útil no enriquecimento da História de Angola e de Portugal.
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quinta-feira, novembro 09, 2017
O Palácio de Ferro
O Palácio de Ferro é um edifício histórico de Luanda, em Angola, que se crê ser da autoria de Gustave Eiffel ou de um seu discípulo .O edifício possuiu uma decoração original em filigrana metálica e tem um soberbo avarandado envolvente, sendo sem sombra de dúvida, o melhor exemplar da arquitectura do ferro em Angola.

Pensa-se que a sua estrutura em ferro forjado tenha sido construída na década de 1880 ou 90 em França, como pavilhão para uma exposição, e posteriormente desmontado e transportado de barco com destino provável a Madagáscar.
Contudo, a história do edifício está envolta em mistério, já que não existem registos da sua origem.


Durante o período colonial o edifício gozava de grande prestígio e foi usado como centro de arte.
Após a independência de Angola e a subsequente Guerra Civil Angolana, o palácio entrou em ruína e o espaço envolvente foi transformado num parque de estacionamento.Contudo, em 2009, o edifício foi inteiramente restaurado, tendo reaadquirido a sua beleza original
Recentemente, no seu interior está patente uma exposição com máscaras muito antigas originárias das Lundas, que foram resgatadas no estrangeiro e foram recuperadas para serem expostas e apreciadas.
Aprecie as fotos que acompanham este post onde sobressaem a geometria do pavimento e do edifício e o rendilhado do ferro.
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domingo, julho 16, 2017
O Fim da Extrema Esquerda Em Angola
O Fim da Extrema Esquerda Em Angola é o próximo livro da jornalista Leonor Figueiredo, que vai ser lançado no próximo dia 19, pela Guerra e Paz Editores, em Lisboa.
Leonor Figueiredo publicou o seu primeiro livro sobre a descolonização de Angola: Ficheiros Secretos Da Descolonização de Angola. Depois, escreveu outro sobre Sita Valles, Revolucionária, Comunista até à Morte (1951-1977), e de seguida outro sobre o Movimento Estudantil de Luanda em 1974/75.
As palavras da escritora e jornalista, ao Portugal Alerta, dizem tudo sobre as temáticas que aborda nos seus livros: "Resumindo: sou retornada, o meu pai desapareceu em Angola em 1975 como muitos outros, depois de sair das redacções dediquei-me a escrever sobre coisas inéditas de lá. Ou seja, o meu espírito de investigação não parou depois do DN. Digamos que estes livros são reportagens que não cabem em jornais. É esta a minha causa.
Ajudo a malta angolana (a minha nacionalidade afectiva) que se bate contra a ditadura, seja há 40 anos, seja agora. Por isso convidei o Sédrick de Carvalho para comentar o livro", conclui a autora que convida todos os que tenham interesse por estas matérias a estarem presentes no próximo dia 19, pelas 18h30, no Salão Nobre da Casa da Imprensa.
Leonor Figueiredo publicou o seu primeiro livro sobre a descolonização de Angola: Ficheiros Secretos Da Descolonização de Angola. Depois, escreveu outro sobre Sita Valles, Revolucionária, Comunista até à Morte (1951-1977), e de seguida outro sobre o Movimento Estudantil de Luanda em 1974/75.
As palavras da escritora e jornalista, ao Portugal Alerta, dizem tudo sobre as temáticas que aborda nos seus livros: "Resumindo: sou retornada, o meu pai desapareceu em Angola em 1975 como muitos outros, depois de sair das redacções dediquei-me a escrever sobre coisas inéditas de lá. Ou seja, o meu espírito de investigação não parou depois do DN. Digamos que estes livros são reportagens que não cabem em jornais. É esta a minha causa.
Ajudo a malta angolana (a minha nacionalidade afectiva) que se bate contra a ditadura, seja há 40 anos, seja agora. Por isso convidei o Sédrick de Carvalho para comentar o livro", conclui a autora que convida todos os que tenham interesse por estas matérias a estarem presentes no próximo dia 19, pelas 18h30, no Salão Nobre da Casa da Imprensa.
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quarta-feira, junho 07, 2017
Joaquim Pinto de Andrade, Uma Quase Autobiografia
Joaquim Pinto de Andrade, Uma Quase Autobiografia é um livro das Edições Afrontamento que vai ser lançado hoje.
Joaquim Pinto de Andrade (1926 -2008) foi um sacerdote angolano e um dos fundadores do MPLA.
Formado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma participou em 1956 no I Congresso dos Homens de Cultura Negra, realizado em Paris.
Foi Presidente honorário do MPLA em 1962 e a partir de 1974 fez parte do grupo Revolta Activa, contrário à política oficial do partido que em 11 de Novembro desse ano, assumiu o poder em Angola.
Era Chanceler da Arquidiocese de Luanda, e foi membro da Sociedade Africana da Cultura. Morreu no mesmo dia em que faleceu o seu companheiro político do MPLA Gentil Ferreira Viana.
Joaquim Pinto de Andrade (1926 -2008) foi um sacerdote angolano e um dos fundadores do MPLA.
Formado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma participou em 1956 no I Congresso dos Homens de Cultura Negra, realizado em Paris.
Foi Presidente honorário do MPLA em 1962 e a partir de 1974 fez parte do grupo Revolta Activa, contrário à política oficial do partido que em 11 de Novembro desse ano, assumiu o poder em Angola.
Era Chanceler da Arquidiocese de Luanda, e foi membro da Sociedade Africana da Cultura. Morreu no mesmo dia em que faleceu o seu companheiro político do MPLA Gentil Ferreira Viana.
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sábado, junho 03, 2017
História de Angola
História de Angola é um livro do historiador português Alberto Oliveira Pinto.
Alberto Oliveira Pinto (nascido em Luanda em 1962) desenvolve, atualmente, actividade como docente do Mestrado de Estudos Africanos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e como docente do Mestrado de Estudos de Desenvolvimento (Development Studies) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Sinopse:
"Da Pré-História ao Início do Século XXI pretende ser o livro inexistente durante os 40 anos que decorreram sobre a Independência de Angola, em 1975, e para o qual tanto fui desafiado, desde a década de 1990, por colegas dos Estudos Africanos, pela juventude angolana – da qual destaco os meus alunos -, e também por pessoas das mais diversas proveniências (Angolanos, Portugueses, estrangeiros): uma História de Angola condensada num só livro; um livro que, podendo ser um manual, contém algo mais do que o essencial sobre a memória do povo angolano; um livro que, não só pode servir ao leitor comum, como ao estudante - do ensino universitário, do secundário e mesmo do básico -, como ainda de instrumento de trabalho e consulta aos investigadores. Enfim, um livro destinado o povo angolano mas também ao mundo inteiro. Procurei fazer um manual da História de Angola, embora com questionamentos e aprofundamentos inevitavelmente subjectivistas próprios de um historiador. Não esgota, evidentemente, a História de Angola, mas acredito que serve de ponto de partida para os que a querem conhecer e estudar. Mas também funciona – e porque não dizê-lo? – como objecto lúdico de leitura, se é que há leituras lúdicas.”
Alberto Oliveira Pinto (nascido em Luanda em 1962) desenvolve, atualmente, actividade como docente do Mestrado de Estudos Africanos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e como docente do Mestrado de Estudos de Desenvolvimento (Development Studies) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Sinopse:
"Da Pré-História ao Início do Século XXI pretende ser o livro inexistente durante os 40 anos que decorreram sobre a Independência de Angola, em 1975, e para o qual tanto fui desafiado, desde a década de 1990, por colegas dos Estudos Africanos, pela juventude angolana – da qual destaco os meus alunos -, e também por pessoas das mais diversas proveniências (Angolanos, Portugueses, estrangeiros): uma História de Angola condensada num só livro; um livro que, podendo ser um manual, contém algo mais do que o essencial sobre a memória do povo angolano; um livro que, não só pode servir ao leitor comum, como ao estudante - do ensino universitário, do secundário e mesmo do básico -, como ainda de instrumento de trabalho e consulta aos investigadores. Enfim, um livro destinado o povo angolano mas também ao mundo inteiro. Procurei fazer um manual da História de Angola, embora com questionamentos e aprofundamentos inevitavelmente subjectivistas próprios de um historiador. Não esgota, evidentemente, a História de Angola, mas acredito que serve de ponto de partida para os que a querem conhecer e estudar. Mas também funciona – e porque não dizê-lo? – como objecto lúdico de leitura, se é que há leituras lúdicas.”
sábado, maio 27, 2017
O 27 de Maio foi há 40 anos. Quando é que chega a verdade e a justiça?

Completam-se hoje 40 anos sobre os trágicos acontecimentos do 27 de maio de 1977, em Angola.
Para que não caia no esquecimento, a memória, a recordação e a saudade do meu irmão, Rui Coelho.
Cobardemente assassinado, foi uma, dos milhares de vítimas, desta tragédia.
Tinha 25 anos. Da sua execução não se sabem local, data ou circunstâncias.
Não teve direito a qualquer tipo de julgamento ou defesa. Não se conhecem termos de acusação: Qualquer tipo de pseudo confissão, a existir, foi arrancada sob coacção e tortura.Rui Coelho nem sequer estava em Angola por alturas do 27 de Maio de 1977. O seu assassinato aconteceu porquê? Para quê?
Violência? Terror? Ameaça? Atentado à vida e aos Direitos Humanos? Ou tudo isso junto?
Será demasiado querer saber porque morreu, e como morreu, o meu irmão?
O Rui Coelho nunca, fosse de que forma fosse, atentou contra a vida de ninguém. Não foi acusado de nenhum ato violento ou crime de sangue.
Queremos resgatar a sua memória e o seu bom nome. Queremos ter acesso aos seus restos mortais para que a família possa cumprir o luto e dar-lhe um enterro digno.
A dor, essa, permanecerá para sempre!
• Uma vida curta, precocemente interrompida, ceifada de forma cruel, cobarde, contrariando todos os princípios dos Direitos Humanos.• Um crime tão absurdo como repugnante que roubou a vida a um jovem de 25 anos que nunca chegou a poder conhecer e acariciar o seu filho.
• Um jovem generoso e idealista, que lutou por um mundo mais justo e melhor, defendendo as ideias em que acreditava.
- E convido a ver algumas imagens de um filme-projecto de documentário que está a ser realizado pelo me sobrinho (e sobrinho do Zeca!) Rafael Coelho:
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sexta-feira, maio 26, 2017
Angola, o 27 de Maio. Memórias de Um Sobrevivente
Angola, o 27 de Maio. Memórias de Um Sobrevivente, é um livro de José Reis que vai ser lançado amanhã na Casa de Goa, às 17h.
José Reis é um dos sobreviventes dos trágicos acontecimentos, que ocorreram em Angola, em 27 de maio de 1977.
O José Reis foi preso a 30 de maio de 1977, acusado de ser "fraccionista". Só seria libertado dois anos e quatro meses depois, sem nunca ter sido julgado. Nesse período, esteve preso, foi torturado na cadeia de São Paulo, e depois internado num campo de trabalhos forçados.
Não deixe de ler o seu testemunho, porque é necessário e urgente saber o que se passou.
José Reis é um dos sobreviventes dos trágicos acontecimentos, que ocorreram em Angola, em 27 de maio de 1977.
O José Reis foi preso a 30 de maio de 1977, acusado de ser "fraccionista". Só seria libertado dois anos e quatro meses depois, sem nunca ter sido julgado. Nesse período, esteve preso, foi torturado na cadeia de São Paulo, e depois internado num campo de trabalhos forçados.
Não deixe de ler o seu testemunho, porque é necessário e urgente saber o que se passou.
domingo, maio 21, 2017
Um Dicionário Que É Uma Relíquia
Deixo-lhe aqui hoje, um dicionário que é uma relíquia.
Um dicionário de Português - Kimbundu, publicado na Huíla (em Angola) datado de 1907, da autoria de um médico da armada real portuguesa, explorador e naturalista.
Com 110 anos de existência é uma antiguidade e uma verdadeira relíquia para a cultura geral. Se o quiser consultar basta clicar aqui.
O kimbundu, quimbundo, dongo, kindongo, loanda, mbundu, loande, luanda, lunda, mbundu, n'bundo, nbundu, ndongo ou mbundu do norte é uma língua africana falada no noroeste de Angola, incluindo a Província de Luanda.
O kimbundo é uma das línguas bantas mais faladas em Angola, sendo uma das línguas nacionais. O português conta com muitos empréstimos lexicais desta língua obtidos durante a colonização portuguesa do território angolano e através dos escravos angolanos levados para o Brasil. É falada por cerca de 3 000 000 de pessoas em Angola como primeira ou segunda língua, considerando, também, 41 000 falantes do dialecto ngola.
Uma obra com muito interesse que vale a pena consultar!
Um dicionário de Português - Kimbundu, publicado na Huíla (em Angola) datado de 1907, da autoria de um médico da armada real portuguesa, explorador e naturalista.
Com 110 anos de existência é uma antiguidade e uma verdadeira relíquia para a cultura geral. Se o quiser consultar basta clicar aqui.
O kimbundu, quimbundo, dongo, kindongo, loanda, mbundu, loande, luanda, lunda, mbundu, n'bundo, nbundu, ndongo ou mbundu do norte é uma língua africana falada no noroeste de Angola, incluindo a Província de Luanda.
O kimbundo é uma das línguas bantas mais faladas em Angola, sendo uma das línguas nacionais. O português conta com muitos empréstimos lexicais desta língua obtidos durante a colonização portuguesa do território angolano e através dos escravos angolanos levados para o Brasil. É falada por cerca de 3 000 000 de pessoas em Angola como primeira ou segunda língua, considerando, também, 41 000 falantes do dialecto ngola.
Uma obra com muito interesse que vale a pena consultar!
domingo, abril 23, 2017
A Guerra Civil em Angola, 1975-2002
A Guerra Civil em Angola 1975-2002, é um livro de Justin Pearce.
Justin Pearce é um doutorado e um associado do St John's College. Concluiu o seu doutoramento em Oxford em 2011, sobre a mobilização política na guerra civil angolana.
Antes de iniciar o seu doutoramento, Justin trabalhou como jornalista na África do Sul, Angola e no Reino Unido.
Sinopse:
A primeira grande investigação sobre a guerra civil angolana, desde 1975 até ao final do conflito, em 2002. Depois da independência, em 1975, acabada de sair da guerra colonial, Angola ficou dividida por um conflito interno que havia de durar mais de um quarto de século e que define os contornos do poder político angolano até à actualidade. A guerra civil teve de um lado a UNITA - associada aos EUA, à África do Sul do apartheid, e ao mundo rural da região central -, e do outro lado o MPLA - identificado com a União Soviética, Cuba e um universo urbano.
No meio ficou sempre a população, verdadeira protagonista deste livro. A partir de centenas de entrevistas com agricultores, professores, militares, membros dos partidos e muitos outros, e sem tomar partido, Justin Pearce reconstituiu a vertente humana da mais mortífera e longa guerra civil africana, apresentando um retrato inédito da relação do povo angolano com os movimentos políticos, da sua percepção sobre o que estava em jogo, das suas estratégias de sobrevivência e da definição de uma identidade política ainda hoje afectada pela desinformação, manipulação e, sobretudo, pelo medo. Com prefácio inédito de Rafael Marques, autor do livro Diamantes de Sangue.
Justin Pearce é um doutorado e um associado do St John's College. Concluiu o seu doutoramento em Oxford em 2011, sobre a mobilização política na guerra civil angolana.
Antes de iniciar o seu doutoramento, Justin trabalhou como jornalista na África do Sul, Angola e no Reino Unido.
Sinopse:
A primeira grande investigação sobre a guerra civil angolana, desde 1975 até ao final do conflito, em 2002. Depois da independência, em 1975, acabada de sair da guerra colonial, Angola ficou dividida por um conflito interno que havia de durar mais de um quarto de século e que define os contornos do poder político angolano até à actualidade. A guerra civil teve de um lado a UNITA - associada aos EUA, à África do Sul do apartheid, e ao mundo rural da região central -, e do outro lado o MPLA - identificado com a União Soviética, Cuba e um universo urbano.
No meio ficou sempre a população, verdadeira protagonista deste livro. A partir de centenas de entrevistas com agricultores, professores, militares, membros dos partidos e muitos outros, e sem tomar partido, Justin Pearce reconstituiu a vertente humana da mais mortífera e longa guerra civil africana, apresentando um retrato inédito da relação do povo angolano com os movimentos políticos, da sua percepção sobre o que estava em jogo, das suas estratégias de sobrevivência e da definição de uma identidade política ainda hoje afectada pela desinformação, manipulação e, sobretudo, pelo medo. Com prefácio inédito de Rafael Marques, autor do livro Diamantes de Sangue.
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segunda-feira, abril 10, 2017
Um lugar chamado Angola
Um Lugar Chamado Angola é um romance da escritora cubana Karla Suárez.
Karla Suárez (1969) editou o seu primeiro romance, Com Silêncios, que obteve em Espanha, em 1999, o Prémio «Lengua de Trapo de Narrativa» e foi selecionada pelo jornal El Mundo em Espanha como um dos 10 melhores escritores jovens do ano 2000. Em 2010 o romance foi adaptado para o teatro na França.
O seu segundo romance A Viajante foi publicado no 2005, em Espanha.
O seu penúltimo romance Havana, Ano Zero foi publicado em Portugal em 2011 e em França em 2012. Em França obteve o Prémio Carbet de la Caraïbe et du Tout-monde e o Grand Prémio do Livro Insular em 2012.
Um Lugar Chamado Angola é o primeiro romance que narra o impacto que a participação de Cuba na guerra em Angola teve nos cubanos nascidos sob o signo da Revolução. Com ironia e lucidez, Karla Suárez mistura dor, humor e paixão para desenhar o retrato de uma geração que, sob o peso constante de uma versão heroica da História, teve de encontrar os seus próprios sonhos entre os silêncios, as mentiras e os ideais dos seus antepassados, num percurso difícil rumo à liberdade individual.
Os seus romances estão publicados em Portugal, França, Itália, Alemanha e Eslovénia.
Sinopse:
Aos doze anos, Ernesto recebe a notícia de que o pai morreu na guerra em Angola. Obrigado a carregar o fardo de ser o filho de um herói, a sua vida muda para sempre, de tal maneira que, trinta anos mais tarde, ainda não se recuperou. Mesmo tendo deixado Cuba, a história da relação da ilha natal com África persegue-o como uma obsessão. Vem viver para Lisboa e, no momento em que a sua vida sentimental e profissional se desfaz, conhece um conterrâneo, Berto, o «estranho homenzinho» que foi soldado em Angola. Os fantasmas do passado voltam em força e Ernesto decide viajar para Luanda a fim de encerrar, de uma vez por todas, a história que tem marcado a sua existência; todavia, ao tentar reconstruir a morte do pai, percebe que nem tudo se passou tal como ele imaginara e que a guerra é, definitivamente, um monstro capaz de transformar tudo.
Karla Suárez (1969) editou o seu primeiro romance, Com Silêncios, que obteve em Espanha, em 1999, o Prémio «Lengua de Trapo de Narrativa» e foi selecionada pelo jornal El Mundo em Espanha como um dos 10 melhores escritores jovens do ano 2000. Em 2010 o romance foi adaptado para o teatro na França.
O seu segundo romance A Viajante foi publicado no 2005, em Espanha.
O seu penúltimo romance Havana, Ano Zero foi publicado em Portugal em 2011 e em França em 2012. Em França obteve o Prémio Carbet de la Caraïbe et du Tout-monde e o Grand Prémio do Livro Insular em 2012.
Um Lugar Chamado Angola é o primeiro romance que narra o impacto que a participação de Cuba na guerra em Angola teve nos cubanos nascidos sob o signo da Revolução. Com ironia e lucidez, Karla Suárez mistura dor, humor e paixão para desenhar o retrato de uma geração que, sob o peso constante de uma versão heroica da História, teve de encontrar os seus próprios sonhos entre os silêncios, as mentiras e os ideais dos seus antepassados, num percurso difícil rumo à liberdade individual.
Os seus romances estão publicados em Portugal, França, Itália, Alemanha e Eslovénia.
Sinopse:
Aos doze anos, Ernesto recebe a notícia de que o pai morreu na guerra em Angola. Obrigado a carregar o fardo de ser o filho de um herói, a sua vida muda para sempre, de tal maneira que, trinta anos mais tarde, ainda não se recuperou. Mesmo tendo deixado Cuba, a história da relação da ilha natal com África persegue-o como uma obsessão. Vem viver para Lisboa e, no momento em que a sua vida sentimental e profissional se desfaz, conhece um conterrâneo, Berto, o «estranho homenzinho» que foi soldado em Angola. Os fantasmas do passado voltam em força e Ernesto decide viajar para Luanda a fim de encerrar, de uma vez por todas, a história que tem marcado a sua existência; todavia, ao tentar reconstruir a morte do pai, percebe que nem tudo se passou tal como ele imaginara e que a guerra é, definitivamente, um monstro capaz de transformar tudo.
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segunda-feira, março 20, 2017
Adorno
Provei, da terra, as veias finas,
Um nome um nome a causa das coisas
Eu terra eu árvore eu sinto
todas as veias da terra
em mim e
o doce silêncio da noite.
terça-feira, outubro 25, 2016
Beijos-de-Mulata
quarta-feira, outubro 19, 2016
Sô Santo
Lá vai o sô Santo...
Bengala na mão
Grande corrente de ouro, que sai da lapela
Ao bolso... que não tem um tostão.
Quando sô Santo passa
Gente e mais gente vem à janela:
- "Bom dia, padrinho..."
- "Olá!..."
- "Beçá cumpadre..."
- "Como está?..."
- "Bom-om di-ia sô Saaanto!..."
- "Olá, Povo!..."
Mas por que é saudado em coro?
Porque tem muitos afilhados?
Porque tem corrente de ouro
A enfeitar sua pobreza?...
Não me responde, avó Naxa?
- "Sô Santo teve riqueza...
Dono de musseques e mais musseques...
Padrinho de moleques e mais moleques...
Macho de amantes e mais amantes,
Beça-nganas bonitas
Que cantam pelas rebitas:
"Muari-ngana Santo
dim-dom
ualó banda ó calaçala
dim-dom
chaluto mu muzumbo
dim-dom..."
Sô Santo...
Banquetes p´ra gentes desconhecidas
Noivado da filha durando semanas
Kitoto e batuque pró povo cá fora
Champanha, ngaieta tocando lá dentro...
Garganta cansado:
"coma e arrebenta
e o que sobra vai no mar..."
Hum-hum
Mas deixa...
Quando Sô Santo morrer,
Vamos chamar um Kimbanda
Para ngombo nos dizer
Se a sua grande desgraça
Foi desamparo de Sandu
Ou se é já própria da Raça..."
Lá vai...
descendo a calçada
A mesma calçada que outrora subias
Cigarro apagado
Bengala na mão...
... Se ele é o símbolo da Raça
ou a vingança de Sandu...
Viriato da Cruz
Bengala na mão
Grande corrente de ouro, que sai da lapela
Ao bolso... que não tem um tostão.
Quando sô Santo passa
Gente e mais gente vem à janela:
- "Bom dia, padrinho..."
- "Olá!..."
- "Beçá cumpadre..."
- "Como está?..."
- "Bom-om di-ia sô Saaanto!..."
- "Olá, Povo!..."
Mas por que é saudado em coro?
Porque tem muitos afilhados?
Porque tem corrente de ouro
A enfeitar sua pobreza?...
Não me responde, avó Naxa?
- "Sô Santo teve riqueza...
Dono de musseques e mais musseques...
Padrinho de moleques e mais moleques...
Macho de amantes e mais amantes,
Beça-nganas bonitas
Que cantam pelas rebitas:
"Muari-ngana Santo
dim-dom
ualó banda ó calaçala
dim-dom
chaluto mu muzumbo
dim-dom..."
Sô Santo...
Banquetes p´ra gentes desconhecidas
Noivado da filha durando semanas
Kitoto e batuque pró povo cá fora
Champanha, ngaieta tocando lá dentro...
Garganta cansado:
"coma e arrebenta
e o que sobra vai no mar..."
Hum-humMas deixa...
Quando Sô Santo morrer,
Vamos chamar um Kimbanda
Para ngombo nos dizer
Se a sua grande desgraça
Foi desamparo de Sandu
Ou se é já própria da Raça..."
Lá vai...
descendo a calçada
A mesma calçada que outrora subias
Cigarro apagado
Bengala na mão...
... Se ele é o símbolo da Raça
ou a vingança de Sandu...
Viriato da Cruz
segunda-feira, outubro 17, 2016
Maputo tem Sul
"Maputo tem Sul", é uma crónica da angolana Aline Frazão, que não deve deixar de ler.
Aqui fica ela para a devida reflexão!
Aqui fica ela para a devida reflexão!
"Viajar dentro do continente é, provavelmente, o que me ensina mais sobre nós hoje em dia. Maputo é, em muitos sentidos, a antítese de Luanda. Não sei se é o Índico, a poesia rasgada de Eduardo White, o som hipnótico das timbilas ou a música por trás dos neologismos de Mia Couto. O céu é o mesmo mas o tempo aqui é outro. Não sei se é a proximidade com o pólo sul que cria um campo magnético capaz de fazer girar mais devagar os ponteiros deste relógio, ou se é mesmo um talento especial para o sossego. Sei que para uma luandense, chegar aqui pela primeira vez é encontrar o delicioso sabor da diferença.
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| Luanda - Av. dos Combatentes |
Maputo tem luz, Luanda tem gerador. Maputo tem água nas torneiras, Luanda tem tanque e electrobomba. Maputo é uma cidade limpa, Luanda não se pode gabar disso. À hora de ponta, o trânsito daqui é o “até está a andar bem” para nós. Maputo é horizontal, Luanda é vertical. Maputo respira, Luanda transpira.
Hoje, terça-feira, é feriado em Moçambique. Celebra-se uma paz que, contraditoriamente, ainda não chegou. Apesar de falarem baixo, apesar da serenidade nos rostos e da amabilidade no trato, não se trata de um povo passivo ou resignado. Ainda ontem houve uma greve dos chapas, os candongueiros daqui, para exigir um ajuste do preço do transporte de acordo com a subida dos combustíveis. Moçambicano não se deixa. Quando me disseram que há mais de uma década que Moçambique tem eleições autárquicas levei as mãos à cabeça em sinal de vergonha. “Como é que nós, em Angola não temos? Será assim tão difícil? Não podemos aprender com os exemplos aqui ao lado?”
Falando em proximidade, no restaurante onde jantei ontem ouvi tocar pelo menos duas vezes o Carlos Burity. Angola, aqui, passa na rádio. Lamentei, em silêncio, que não aconteça o inverso. A música de Moçambique é uma grande desconhecida para nós. E não é falta de talento. De Sukuma a Azagaia, passando por Isabel Novela e Moreira Xonguiça, há para todos os gostos.
Precisamos construir nossas pontes. Visitar-nos mais.
Maputo é um daqueles lugares do bom silêncio. Traço fino que vi no rosto de cidades como o Lubango. A precisão, o verde escuro, a temperatura. Até o vento da frente fria, que alonga a linha do “inverno” (nós diríamos cacimbo), nos arrefece com imprevisível doçura. Acho que é coisa de sul mesmo. Ou coisa de alguém com os sentidos tão viciados pelo caos da cidade, que tem o Sul como metáfora de Sossego. O Índico como um apontamento para a Lembrança.
No outro dia ouvi alguém dizer que “cada um tem a cidade que merece” mas não sei se estou de acordo. Se cada um estiver na cidade a que pertence… Como diria o extraordinário poeta Eduardo White, “não é justo um pássaro onde ele não pode voar.”
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| Luanda - Arredores |
Luanda da tensão e dos problemas, dos lamentos e da extensão do riso, Luanda do martelo e dos motores, das sirenes e do “agarra gatuno”, Luanda da poeira, das bichas e das mil besteiras, Luanda da ostentação e do desejo, do ar-condicionado e das sofisticadas fechaduras, da poesia urbana e do gelado de múcua, capital mundial do contorcionismo burocrático, cidade da minha vida, diz-me, quando foi que começamos a ser assim?"
Aline Frazão
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