sábado, outubro 16, 2021

Pão de Ló de Porto Santo

Em Portugal, existem diversas maneiras de fazer o famoso Pão de Ló, conhecendo-se receitas desde finais do séc. XVII.

Hoje proponho-lhe uma receita diferente. Esta faz parte da doçaria madeirense e conta com um toque bem regional. 

O Pão de Ló à moda do Porto Santo leva um toque de aguardente de cana ou de Vinho da Madeira o que lhe dá um sabor único! Veja duas receitas com aguardente clicando aqui ou aqui.

Entretanto, fique com uma receita feita com Vinho da Madeira (da Agenda Grandes Armazéns do Chiado de 1945) republicada pelo blogue As Receitas da Avó Helena.

Ingredientes:

Ovos - 12
Açúcar - 250 g
Farinha - 250 g
Vinho da Madeira - 1/2 cálice
Limão - raspas de um

Preparação:

Batem-se as gemas com o açúcar, junta-se a farinha, o vinho e continua-se a bater. Por fim, misturam-se as claras batidas em castelo com as raspas de limão. Deita-se numa forma untada e forrada com papel vegetal também untado. Leva-se a cozer em forno de calor reduzido.

sexta-feira, outubro 15, 2021

O Piolho Viajante – Viagens em Mil e Uma Carapuças

O Piolho Viajante – Viagens em  Mil e Uma Carapuças é uma obra incomum  da literatura portuguesa, de António Manuel Policarpo da Silva. Própria da época, era dirigida a um público que tinha gosto por um tipo de literatura ligeira, sem grandes lirismos, que fizesse rir e entreter.

O humor ocupa, assim, um lugar central em O Piolho Viajante. Protagonista das viagens, o Piolho satiriza o Portugal do início de oitocentos através das carapuças enfiadas nas cabeças dos seus alvos – tipos sociais representativos da realidade da altura.

Lançado inicialmente em folhetos semanais, sob autor anónimo, que completam 72 "carapuças" – ou capítulos correspondentes à vida das pessoas cuja cabeça o piolho narrador visita e comenta – veio depois a ser publicado em 1821, com autoria atribuída a António Manuel Policarpo da Silva e tornou-se num verdadeiro "best-seller" na altura.

Esta obra humorística e satírica foi um dos livros mais lidos em Portugal no século XIX.



Sinopse:

A história, narrada por um piolho, que viaja por 72 cabeças, relatando a vida e os vícios dos mais diferentes tipos sociais da sociedade portuguesa do final do século XVIII. Este viaja por uma série de cabeças das mais variadas, entre elas as de um estudante, uma cigana, um filósofo, um poeta, um ladrão, um camponês, um vendedor, um juiz, uma lavadeira, um boticário, além de dezenas de outras, todos com as suas "carapuças" tecidas, por vezes de forma impiedosa, pelo peculiar narrador.

quinta-feira, outubro 14, 2021

Desgarrada Ao Peixe Congelado


Foi assim que há 50 anos foi lançado em Portugal o peixe congelado!
Para incentivar o seu consumo nada como uma Desgarrada Ao Peixe Congelado. Um anúncio que é uma verdadeira preciosidade que não posso deixar de divulgar.
Veja em baixo o anúncio passado há 50 anos na RTP . 
Quem é que ainda se lembra?

quarta-feira, outubro 13, 2021

Boom Boom

Oiça John Lee Hooker (o "bluesman") em Boom Boom ("The Blues Brothers").

John Lee Hooker (1917 - 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues norte-americano. Foi considerado o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

Boom boom boom boom
I'm gonna shoot you right down
Right off of your feet
Take you home with me
Put you in my house
Boom boom boom boom
Hmmm
Hmmm hmmm hmmm hmmm

I love to see you wall
Up and down the floor
When you talking to me
That baby talk
I like it like that
You talk like that?
You nothing me do
Right off of my feet
How how how how
Uoahhh!!


When she walk that walk
And talk that talk
And whisper in my ear
Tell me you love
I love that talk
That baby talk
You nothing me do
Right off of my feet
How how how how
Yeah!

terça-feira, outubro 12, 2021

Almece ou Atabefe

" (...) Almece e  atabefe: obrigados, senhores árabes, por estas duas palavras tão descritivas de mais esta delícia escondida do Alentejo! (...)"- Miguel Esteves Cardoso

Almece ou atabefe (do árabe al-meiç) é o soro que escorre do queijo de cabras (ou de ovelhas), e que é uma gostosa iguaria alentejana. No Alentejo tudo se aproveita: o almece é um subproduto que se obtém no fabrico do queijo de ovelha ou de cabra.

Este soro branco, que escorre do queijo de cabra ou de ovelha, e que, misturado com pedacinhos de coalhada e algum leite, é fervido num tacho para se comer. O soro coalhado do almece, presta-se a sopas de pão. Basta pôr sal e pimenta preta para ficar sensacional. 

Mas há quem o preferia de outras formas: sozinho, sem o pão, ou então com açúcar e canela.

O almece que, em termos de preparação difere do requeijão pelo tempo de ebulição a que se deixa o soro, é vendido comercialmente em recipientes fechados, sendo constituído por flocos sólidos em suspensão num líquido translúcido.

Outras formas de se aproveitar o Almece ou Atabefe é utilizá-lo na confeção de pão ou de um bolo. Deixo-lhe agora aqui uma receita (pescada na Net) de um bolo que parece ser uma delícia.


Bolo de Almece Alentejano

Ingredientes:

3 gemas
3 ovos
500g de açúcar amarelo
500g de almece
65g de manteiga
3 colheres de sopa de farinha
raspa de limão q.b.
canela q.b.
açúcar em pó q.b.

Preparação:
Começa-se por bater bem os ovos com açúcar e as gemas.
Depois, adiciona-se o almece quando este estiver bem incorporado aí junta-se a manteiga derretida, a farinha e a raspa de limão.
Unta-se muito bem uma forma redonda com manteiga e polvilha-se com farinha.


A seguir, deita-se o preparado na forma e leva-se ao forno pré- aquecido a cozer a 180º C + ou - 45 minutos.
Depois, retira-se do forno desenforma-se com muito cuidado, polvilha-se por cima com canela e açúcar em pó a gosto.
Bom apetite!

segunda-feira, outubro 11, 2021

Margens e Travessias

Margens e Travessias é um livro do escritor angolano Boaventura Cardoso.

"Boaventura Cardoso produziu um alto romance. Indelével o sentido poético difuso que o atravessa. Ouve-se a música do pensamento, a expressão de uma língua serena e vibrátil." Marco Lucchesi, escritor e Presidente da Academia Brasileira de Letras.

Sinopse:

"É um romance histórico em que a geografia também protagoniza a construção romanesca, cujas inúmeras travessias penetram margens submersas da história de Angola, ao mesmo tempo que, pela lingua­gem da poesia, tecem uma “terceira margem” da estória.Cármen Lúcia Tindó Secco, autora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.