sábado, setembro 19, 2015

A Explosão em Tianjim

Tem mesmo uma ideia exacta do que foi a explosão em Tianjin?
Acredito que não, por isso lhe proponho que veja o vídeo e a apresentação abaixo.
As explosões em dois depósitos de produtos químicos que ocorreram em Tianjin (cidade com 15 milhões de habitantes), numa zona chamada Binhai New Area, no norte da China, no dia 12 de agosto, provocaram uma gigantesca bola de fogo e ondas de choque como se de um tremor de terra (de 2,3 de magnitude) se tratasse.
A onda de choque das explosões chegou a sentir-se até dez quilómetros de distância. Segundo o Centro das Redes de Vigilância de Sismos da China, a maior explosão equivaleu à detonação de 21 toneladas de TNT.
As explosões que abalaram o porto de Binhai, em Tianjin, causaram 50 mortos e mais de 700 feridos.
As imagens e os vídeos que chegaram de Tianjin mostram um quarteirão arrasado, pilhas de contentores destruídos (repare que os contentores parecem peças de legos) e centenas de carros queimados.
Agora fique com as imagens. E agora com um vídeo sobre o assunto.

sexta-feira, setembro 18, 2015

Um fado no gelo

O Fado chegou à patinagem artística no gelo, através da exibição de Margarita Drobiazko e Povilas Vanagas (um par de patinadores da Lituânia). Esta prestação aconteceu na Gala de Oberstdorf  que se realizou na Alemanha e que a Eurosport transmitiu.
Este fado foi composto por Vinícius de Morais para Amália Rodrigues e fez parte do álbum "AMÁLIA E VINICIUS" que foi gravado em casa de Amália em 1968 e, editado em disco em 1970.
Neste  álbum participam, também, os poetas José Carlos Ary dos Santos, David Mourão-Ferreira e a poetisa Natália Correia.
Assista então à exibição deste par lituano, a dançar no gelo um fado de Amália, aqui cantado por Carminho.
Veja como o fado e a patinagem no gelo dão origem a uma combinação perfeita.

quinta-feira, setembro 17, 2015

"Z" de Costa Gravas

Proponho-lhe hoje que veja o filma "Z" de Costa Gravas, mas, para se situar no tempo relembro-lhe em traços muito largos, um pouco da difícil história da Grécia, durante o século XX.
Não podemos deixar de falar na brutal guerra civil vivida, pela Grécia, entre 1946 e 1949, que provocou cerca de 150.000 vítimas e largas dezenas de milhar de refugiados, cuja memória permanece associada a ódios por resolver. Em seguida a Grécia viveu um período de grande instabilidade social e política, retratado por Costa-Gavras no filme "Z", que lhe proponho que veja hoje, e que integrou o confronto com a Turquia em torno da disputa de Chipre. Depois este país viveu a sangrenta "ditadura dos coronéis", que entre 1967 e 1974 encheu as prisões de militantes antifascistas.
"Z " (em Portugal,  "Z - A Orgia do Poder") é um filme franco-argelino de 1969, dirigida por Costa-Gavras e baseado no romance homónimo de Vassilis Vassilikos, que em Cannes, recebeu dois óscares, um para o melhor filme e outro para o melhor ator (J. L. Trintignant).
Intencionalmente o filme  inicia - se com as advertências nos créditos iniciais de Costa-Gavras e de Jorge Semprún de que qualquer semelhança com eventos e pessoas da vida real não é coincidência, dado que o filme de suspense político, baseado em factos ocorridos na Grécia, em 1963.
Sinopse:
Num cenário político tenso, um professor de medicina, deputado grego e um dos líderes da oposição esquerdista, organizam juntamente com outros correligionários de esquerda (Shoula, Matt e Manuel e o deputado George Pirou), uma reunião pela paz e contra a permissão de instalação de mísseis balísticos americanos em território grego. 
Com muitas dificuldades, a reunião é realizada mas ao concluir a sua intervenção o deputado é atropelado e acaba por morrer alguns dias depois. 
A polícia conclui que foi um acidente mas há indícios que levam o juiz de instrução a suspeitar da versão da polícia. Este aprofunda a investigação e conta com a ajuda indireta de um fotojornalista, e de testemunhas como Nick. Com elas conta provar que o deputado foi assassinado.No entanto as testemunhas de que dispõe vão morrendo, também, em condições misteriosas e os envolvidos são condenados a penas leves. Pouco tempo depois os militares desencadeiam um golpe militar. O novo regime persegue os aliados do deputado morto, o fotojornalista e o juiz de instrução. 
 

quarta-feira, setembro 16, 2015

A Ponte de Q’eswachaka

A "Ponte de Q’eswachaka" é uma ponte de "corda", feita de uma planta chamada "Q’oya icchu". O seu nome deriva do idioma quéchua e significa "Ponte de Corda Torcida".
Esta ponte é reconstruída todos os anos, manualmente, há pelo menos cinco séculos. Quem a reconstrói são as comunidades  locais que vivem ao longo das margens do vale do rio Apurimac utilizando para isso técnicas da engenharia tradicional Inca.
Ela situa-se em Qehue (Perú), província de Canas, a aproximadamente 100km de Cusco. Mede 28,67 metros de comprimento, por 1,20 de largura e atravessa o rio Apurimac – a 3.700 m acima do nível do mar.
Acredita-se que seja a única sobrevivente deste tipo, em todo o mundo. Faz parte do "Qhapaq Ñan", o "grande caminho Inca", um enorme sistema viário de mais de 30 mil km de extensão, construído pelos povos Incas, que ligava Cusco – capital do império Inca, a vários povos andinos do Peru, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador e Chile.  A famosa "trilha inca", que vai de Cusco a Machu Picchu, é parte dessa rede.
Este tipo de ponte feita de corda não deixou de ser usado com a chegada dos espanhóis por ser uma boa alternativa às pontes de cimento e alvenaria, já que a sua estrutura móvel é especialmente resistente a fenómenos naturais comuns às regiões andinas, como terramotos e enchentes.
Em 2009 o "Ritual de Renovação da Ponte Q’eswachaka" e os conhecimentos associados à sua história e construção, foram declarados Património Cultural da Nação peruana, pelo Instituto Nacional de Cultura do Peru.
Á construção da ponte está, então, associado um Ritual de Renovação, que se prolonga por quatro dias. No segundo domingo do mês de junho, uma grande festa é realizada para comemorar a reconstrução da Ponte Q’eswachaka. Aproximadamente 1.000 homens e mulheres das comunidades de Huinchiri, Chaupibanda, Ccollana Quehue e Pelcaro  reúnem-se para este ritual, que foi passado de geração para geração.
No 1º dia, logo ao amanhecer é celebrado um ritual ao apu Quinsallallawi por um Paqo (sacerdote andino). Ao mesmo tempo o qoya ichu – a palha dos planaltos que é a matéria-prima da ponte – que já foi antecipadamente apanhada pelas quatro comunidades, é empilhado e recolhido.
A palha é trançada pelas mulheres, em longas cordas chamadas de q’eswas (corda torcida), sob a supervisão de um chakaruwak (especialista ou "engenheiro inca").
No 2º dia,  a ponte antiga é desmontada, os pregos de pedra que sustentam a ponte são retirados e as quatro novas cordas que foram construídas no dia anterior são colocadas, pois serão a base da nova ponte.
No 3º dia , é feita a construção da superfície e da grade da ponte e são encerrados os trabalhos.
No 4º dia, é feita a comemoração da construção da ponte com um grande festa com danças tradicionais e comidas típicas. Festejar o trabalho comunitário é mais uma das tradições dos povos Incas.
Aprecie, com atenção todo este processo e toda a beleza deste ritual, através do vídeo abaixo, que foi produzido pela Noonday Films para a exposição "National Museum of the American Indian": "The Great Inka Road: Engineering an Empire".

terça-feira, setembro 15, 2015

A língua portuguesa continua rica ...

Hoje proponho-lhe uma brincadeira muito bem imaginada. Tem imensa graça e mostra como os portugueses estão, e como apesar de tudo não perdem o humor!


A Língua Portuguesa continua rica...

Os padeiros têm falta de massa.
Os padres já não comem como abades.
Os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
Os talhantes estão feitos ao bife.
Os criadores de galinhas estão depenados.
Os pescadores andam a ver navios.
Os vendedores de carapau estão tesos.
Os apanhadores de caranguejo vêem a vida a andar para trás.
Os desinfestadores estão piores que uma barata.
Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial.
Os cabeleireiros arrancam os cabelos.
Os jardineiros engolem sapos.
Os cardiologistas estão num aperto.
Os coveiros vivem pela hora da morte.
Os sapateiros estão com a pedra no sapato.
As sapatarias não conseguem descalçar a bota.
Os sinaleiros estão de mãos a abanar.
Os golfistas não batem bem da bola.
Os fabricantes de fios estão de mãos atadas.
Os coxos já não vivem com uma perna às costas.
Os cavaleiros perdem as estribeiras.
Os pedreiros trepam pelas paredes.
Os alfaiates viram as casacas.
Os almocreves prendem o burro.
Os pianistas batem na mesma tecla.
Os pastores procuram o bode expiatório.
Os pintores carregam nas tintas.
Os agricultores confundem alhos com bugalhos.
Os lenhadores não dão galho.
Os domadores andam maus como as cobras.
As costureiras não acertam as agulhas.
Os barbeiros põem as barbas de molho.
Os aviadores caem das nuvens.
Os bebés choram sobre o leite derramado.
Os olivicultores andam com os azeites.
Os oftalmologistas fazem vista grossa.
Os veterinários protestam até que a vaca tussa.
Os criadores de gado pensam na morte da bezerra.
As cozinheiras não têm papas na língua.
Os trefiladores vão aos arames.
Os sobrinhos andam "Ó tio, ó tio".
Os elefantes andam de trombas.

Só os políticos continuam como sempre ... Gordos, corruptos e mentirosos!!!

segunda-feira, setembro 14, 2015

Saberes e Sabores da Gastronomia Portuguesa


O livro Receitas e Sabores dos Territórios Rurais, editado pela Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve.

Das sopas aos doces, passando pelos pratos de peixe, carne, caça e marisco, a publicação dá a conhecer a rica gastronomia portuguesa, parte importante do património cultural do nosso país.

"Beijinhos de Amor"
(Clique na imagem para ver a receita)
A gastronomia portuguesa tem-se constituído também um importante factor de desenvolvimento, através da valorização dosprodutos locais na confecção dos pratos, assim como pela dinamização de modelos de exploração turística.


"Panela no Forno"
(Clique na imagem para ver a receita)

Além das 245 receitas, organizadas em sete categoria – entradas (14), sopas (30), peixe (40), marisco (7), carne (75), caça (14) e doces (65) – a publicação apresenta sumariamente os territórios da parceria de 40 Associações de Desenvolvimento Local de um projecto de cooperação interterritorial.


"Pudim do Abade de Priscos"
(Clique na imagem para ver a receita"
A edição deste livro envolveu um vasto conjunto de parceiros territoriais, nomeadamente, escolas, restaurantes, cozinheiros profissionais e amadores, detentores de receitas e de fotografias. Com à colaboração da Associação Para o Estudo e Promoção das Artes Culinárias As Idades dos Sabores, foi possível um trabalho de integração das receitas e do  conhecimento gastronómico nos contextos socioeconómicos e culturais dos diferentes territórios.

(Receitas e Sabores dos Territórios Rurais, versão online para consulta e/ou download aqui)

domingo, setembro 13, 2015

8½ (Fellini 8 ½)

é um filme franco-italiano de 1963, do género drama, realizado por Federico Fellini e com banda  sonora assinada pelo compositor Nino Rota.
Oito e Meio é um filme autobiográfico, com muitas cenas retiradas da vida do próprio realizador. Segundo Fellini, algumas cenas foram concebidas a partir dos seus sonhos. O título do filme é uma referência à carreira do próprio realizador, que até então já havia feito seis longa-metragens, dois episódios de filme e havia co-realizado uma longa-metragem.
Fellini chegou a pensar na possibilidade de escalar o ator Laurence Olivier como o protagonista de Oito e Meio, mas acabou por optar por Marcello Mastroianni.
Sinopse 
Prestes a rodar a sua próxima obra, o cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) ainda não tem idéia de como será o filme. Mergulhado numa crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele hospeda-se numa estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, a ficção com a realidade.
Assista agora ao trailer original desta película, que faz parte da lista dos 10 melhores filmes de sempre.  E agora fique com os 3 primeiros minutos do filme.